Plano econômico de Flávio aposta em corte de privilégios e rejeita redução social
Coordenadora do plano econômico da campanha afasta cortes em programas sociais e aponta economia no setor público.

A coordenadora do plano econômico da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou nesta quarta-feira (14) que a gestão futura não vai cortar programas sociais. A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast Papo de Elite.
Marques criticou o volume de gastos do atual governo federal. Segundo a economista e ex-presidente da Caixa, a contenção de despesas ocorrerá por meio do combate a supersalários, férias de 60 dias para servidores públicos e outras bonificações, além da revisão de contas em empresas estatais. Ela também mencionou restrições ao uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira por ministros de Estado, sob a premissa de cortar gastos na capital federal.

Sobre a frente de emprego, Marques apontou a necessidade de incentivar o empreendedorismo e ampliar a capacitação profissional. A campanha prevê que o Estado atue como facilitador para a inserção produtiva da população.
Em relação a linhas de crédito específicas para jovens, a coordenadora avaliou que iniciativas pontuais podem ocorrer, mas ponderou que a prioridade deve ser a redução geral dos juros para restabelecer o poder de compra. A entrevista foi encerrada com a declaração de que a política econômica precisa focar na raiz dos problemas fiscais do país.
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