Sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Plano&Plano (PLPL3) cai na Bolsa após alta de distratos e queima de caixa no 3T26

As ações da Plano&Plano recuaram na Bolsa nesta quinta-feira após a construtora divulgar alta nos cancelamentos de vendas e queima de caixa no terceiro trimestre.

Por Redação WebTV Brasil15/10/2026 às 12:042 min de leitura
Fonte: Money Times
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Plano&Plano (PLPL3) cai na Bolsa após alta de distratos e queima de caixa no 3T26
Imagem: Money Times

As ações da construtora Plano&Plano registraram baixa de aproximadamente 5% na Bolsa de Valores nesta quinta-feira, negociadas a R$ 7,82 por volta das 11h. O movimento ocorreu após a divulgação da prévia operacional referente ao terceiro trimestre de 2026, período em que analistas apontaram desempenho fraco nos números comerciais da companhia.

No mesmo horário, o índice IMOB, que acompanha o setor imobiliário, teve queda de 1,5%, registrando 1.585 pontos. Entre julho e setembro, a empresa lançou cinco empreendimentos que totalizaram 3.819 unidades e R$ 1,06 bilhão em Valor Geral de Vendas, montante que representa recuo de 50% na comparação anual, mas alta de 29,5% ante o trimestre anterior.

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O principal ponto de atenção levantado pelo Bradesco BBI foi o aumento dos distratos, que somaram R$ 260 milhões e atingiram 25,1% das vendas brutas, alta de 304,8% em relação ao terceiro trimestre de 2025. O banco apontou que o volume de cancelamentos e a queima de caixa operacional de R$ 116 milhões refletiram atrasos nos repasses da Caixa Econômica Federal e do programa municipal Pode Entrar.

Analistas do Itaú BBA corroboraram que o resultado operacional veio abaixo das expectativas, citando também a greve na Caixa e critérios mais rigorosos de financiamento para o segmento de baixa renda. A instituição financeira destacou que a empresa possui valores pendentes em repasses que devem entrar nos próximos meses e manteve a recomendação de compra para o papel.

A Plano&Plano argumentou que o volume elevado de cancelamentos costuma se concentrar sazonalmente no terceiro trimestre. A empresa encerrou o período com vendas líquidas de R$ 775,3 milhões, queda de 24% em base anual, enquanto a velocidade de comercialização medida pelo índice VSO ficou em 48,6%.

Texto da redação a partir de reportagem de Money Times
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