Sábado, 17 de outubro de 2026

Corregedoria e Gaeco investigam suspeita de regalias em prisão de Milton Leite

Polícia Civil e Ministério Público apuram irregularidades na cadeia de Mogi das Cruzes onde o ex-vereador Milton Leite está detido.

Por Redação WebTV Brasil17/10/2026 às 15:022 min de leitura
Fonte: CNN Brasil
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Corregedoria e Gaeco investigam suspeita de regalias em prisão de Milton Leite
Imagem: CNN Brasil

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado realizaram fiscalizações e buscas no 1º Distrito Policial e na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes na sexta-feira, 16 de outubro. As autoridades apuram suspeitas de irregularidades operacionais na unidade em que o ex-vereador paulistano Milton Leite cumpre prisão cautelar.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, medidas administrativas e legais serão tomadas caso as irregularidades sejam comprovadas. O Ministério Público aponta que a cadeia registrou fluxo constante de visitantes sem vínculo familiar com os detentos, situação considerada incompatível com as regras de custódia. A promotoria investiga a concessão de regalias indevidas no local.

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Durante o cumprimento dos mandados, os promotores do Gaeco encontraram cerca de 150 mil reais e 10 mil dólares na residência de um agente carcerário. Na mesma operação, os agentes apreenderam mais 4 mil reais no bolso do funcionário dentro do presídio. O Ministério Público informou que os atos investigados podem configurar crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e prevaricação.

As apurações originais citam o nome de Milton Leite como suposto operador de empresas de ônibus vinculadas ao Primeiro Comando da Capital. Em procedimentos no Tribunal de Justiça Militar, policiais militares afirmaram que o ex-vereador seria o proprietário oculto da concessionária Transwolf. O político nega participação no esquema e afirma que demonstrará a inocência ao longo das apurações.

Em nota publicada no sábado, 17 de outubro, a defesa de Milton Leite declarou que ele cumpre rigorosamente as normas do estabelecimento prisional, sem qualquer tipo de privilégio. Os advogados sustentam que o procedimento do Ministério Público teve origem em denúncia anônima e alegam que ainda não tiveram acesso aos elementos concretos da investigação.

Texto da redação a partir de reportagem de CNN Brasil
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