Quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Cleitinho Azevedo inicia transição de governo em Minas Gerais após vitória eleitoral

O governador eleito Cleitinho Azevedo coordena a transição em Minas Gerais enquanto o partido Novo avalia os resultados das eleições estaduais.

Por Redação WebTV Brasil15/10/2026 às 09:022 min de leitura
Fonte: Gazeta do Povo
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Cleitinho Azevedo inicia transição de governo em Minas Gerais após vitória eleitoral
Imagem: Gazeta do Povo

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) iniciou os trabalhos de transição para o governo de Minas Gerais após vencer o pleito no primeiro turno com 55,4% dos votos. A coordenação do processo foi delegada ao vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas. A equipe técnica montada para a transição inclui profissionais com passagens pelo setor público e privado, como André Abreu Reis, ex-secretário de Planejamento de Belo Horizonte, e Bruno Westin, que atuou no Tesouro Nacional.

As reuniões setoriais devem começar no dia 23 de outubro, iniciando pela área da saúde. Posteriormente, o grupo discutirá infraestrutura, educação, desenvolvimento econômico e segurança pública. A análise sobre a Fazenda e a adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados está prevista para novembro.

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O próximo governo enfrentará um orçamento para 2027 com déficit estimado em R$ 8,869 bilhões, conforme dados encaminhados pelo governo anterior. O cientista político Adriano Cerqueira aponta que a gestão de Cleitinho precisará equilibrar as contas e buscar uma base parlamentar, sendo provável uma aproximação com o PL, partido que elegeu a maior bancada na Assembleia Legislativa. O professor Rodrigo Lopes observa que o desafio do novo gestor será converter sua popularidade em capacidade administrativa, especialmente no ajuste fiscal.

A eleição também marcou um momento de reorganização para o partido Novo. O candidato Mateus Simões, sucessor de Romeu Zema, terminou a disputa em quarto lugar. A legenda não elegeu deputados federais por Minas Gerais, mantendo apenas duas cadeiras na Assembleia Estadual.

O presidente estadual da sigla, Christopher Laguna, afirmou que o objetivo principal era superar a cláusula de barreira nacional, meta que foi atingida. Ele atribuiu a dificuldade em Minas à votação expressiva de Nikolas Ferreira (PL), que concentrou parte do eleitorado de direita. O partido ainda enfrenta críticas internas sobre a condução de sua estrutura estadual, com relatos de divergências sobre a autonomia dos diretórios municipais durante as articulações eleitorais.

Texto da redação a partir de reportagem de Gazeta do Povo
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