TSE cobra detalhes de ação movida por Flávio contra Lula
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral deu prazo para que a campanha de Flávio Bolsonaro detalhe acusações contra sindicalistas.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou nesta quinta-feira (15) que a campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro apresente mais detalhes em uma ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A medida exige que a acusação especifique a conduta de dezenas de dirigentes sindicais citados no processo.
A coligação de Flávio moveu uma ação de investigação judicial eleitoral que acusa Lula, o vice Geraldo Alckmin e dezenas de representantes sindicais de suposto uso de recursos, pessoal e canais de comunicação de entidades na campanha à reeleição. O processo pede a cassação da chapa sob a alegação de abuso de poder político e econômico.

Na decisão, o magistrado apontou que dezenas de sindicalistas não possuem menção nominal na descrição dos fatos apresentados. Por esse motivo, estabeleceu um prazo de 72 horas para que os autores da ação detalhem a participação específica de cada um dos investigados.
Os citados terão cinco dias para apresentar defesa após a regularização dos dados. O corregedor também negou o pedido da campanha opositora para proibir a distribuição de materiais eleitorais em universidades públicas, citando a proteção constitucional às manifestações no ambiente acadêmico.
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