Segurança pública ameaça reeleição do PT e PSD em estados mais violentos do país
Três dos cinco estados com as maiores taxas de homicídio do Brasil têm algo em comum além da violência: governadores que vão concorrer à reeleição contra fortes nomes da oposição, que ameaçam um event...

Três dos cinco estados com as maiores taxas de homicídio do Brasil têm algo em comum além da violência: governadores que vão concorrer à reeleição contra fortes nomes da oposição, que ameaçam um eventual segundo mandato dos chefes do Executivo. Comandados por políticos do PT e do PSD, Bahia, Pernambuco e Ceará estão entre os estados mais violentos do país, conforme o Atlas da Violência de 2026, divulgado na terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o levantamento, o Nordeste segue como epicentro de mortes violentas no Brasil.
A Bahia registrou 40,9 homicídios por 100 mil habitantes, Pernambuco 37,3 e o Ceará 34,3 — atrás do Amapá (45,7), na Região Norte. O topo da pirâmide da violência no país ainda tem o estado nordestino de Alagoas (35,9). Na outra ponta, São Paulo registrou 6,6 homicídios por 100 mil habitantes, o menor do país, acompanhado de Santa Catarina com 8,1.
O cenário eleitoral no Nordeste reflete o desgaste dos governadores incumbentes, agravado pela violência e pelo avanço do crime organizado na região. Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT-BA) aparece tecnicamente empatado com ACM Neto (União-BA) no primeiro e no segundo turno, de acordo com cenários estimulados pela pesquisa Genial/Quaest divulgada no final de abril. No Ceará, Elmano de Freitas (PT-CE) fica atrás de Ciro Gomes (PSDB-CE) no principal cenário estimulado pela Genial/Quaest — e perderia para ele em um eventual segundo turno.
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD-PE) está tecnicamente empatada com o prefeito do Recife, João Campos (PSB-PE), no cenário estimulado de primeiro turno pelo instituto Datafolha. Segundo a pesquisa divulgada na última quinta-feira (28), Lyra venceria Campos no segundo turno. Uma das justificativas para a dificuldade na pré-campanha à reeleição dos governadores é que a segurança pública repercute na percepção de diferentes segmentos do eleitorado.
"A segurança pública atinge 100% da população — qualquer um está sujeito A deficiência na educação atinge diretamente a classe mais carente, porque a classe média consegue compensar com a educação privada. Mas não tem como evitar a violência, cuja repressão é eminentemente estatal", avalia o especialista em segurança pública Wagner Mesquita, ex-secretário de Segurança Pública do estado do Paraná. Metodologia das pesquisas eleitorais citadas:
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