Senadores do PL discutem estratégia para adiar votação de PEC da jornada de trabalho
Parlamentares da legenda se reúnem nesta terça-feira, 6, para debater o andamento da proposta que altera a carga horária semanal.

A bancada do Partido Liberal no Senado realiza uma reunião nesta terça-feira, 6, em Brasília, para definir medidas voltadas a atrasar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição que altera a jornada máxima de trabalho. O encontro foi convocado pelo líder da oposição na Casa, Rogério Marinho, parlamentar pelo Rio Grande do Norte. Desde o início das discussões sobre o tema, os integrantes da legenda defendem a inclusão de dispositivos que autorizem negociações diretas sobre o tempo de trabalho entre empregados e empregadores.
A proposta em questão reduz a carga horária semanal de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, mantendo o valor dos salários. O texto determina ainda que um dos dias de folga ocorra preferencialmente aos domingos. A matéria já passou pela Câmara dos Deputados e obteve aval na Comissão de Constituição e Justiça do Senado no dia 2 de setembro, em votação simbólica com relatório do senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, que manteve a versão original enviada pelos deputados.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União do Amapá, marcou as sessões para debater a medida dois dias antes do primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro. Na ocasião, o pleito presidencial teve Flávio Bolsonaro na liderança da disputa, com 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva, com 45,16%, configurando a disputa para o segundo turno.
Durante os debates, um senador ouvido reservadamente classificou a análise célere da proposta como um prejuízo para a economia do país. A discussão sobre a jornada de trabalho integra a agenda de embates entre os candidatos à Presidência da República para a etapa decisiva do pleito.
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