Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Região Sul vislumbra novo polo para extração de terras raras no Brasil

O norte de Santa Catarina passa a integrar um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) sobre áreas com potencial para terras raras, com a inclusão dos municípios de Garuva e Joinville entre a...

Por Reprodução02/06/2026 às 12:002 min de leitura
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Região Sul vislumbra novo polo para extração de terras raras no Brasil
Imagem: Reprodução

O norte de Santa Catarina passa a integrar um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) sobre áreas com potencial para terras raras, com a inclusão dos municípios de Garuva e Joinville entre as regiões para extração do mineral crítico. As duas cidades fazem parte do Cinturão Ribeira, formação geológica que se estende entre os estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina. “Os primeiros resultados são bastante promissores, com a identificação de concentrações elevadas em diferentes pontos estudados.

Em algumas amostras, os teores totais ultrapassam 8 mil ppm de elementos de terras raras totais. Os valores são considerados altos para esse tipo de ocorrência e indicam um enriquecimento expressivo”, explica o pesquisador do SGB Guilherme Iolino Troncon Guerra. O pesquisador afirma ainda que algumas áreas registram concentrações superiores a 3 mil ppm de elementos de terras raras magnéticas, como neodímio e térbio.

Segundo Guerra, esses minerais são usados na fabricação de tecnologias estratégicas. “Eles são valorizados no mercado pelo uso em ímãs de alto desempenho, essenciais para tecnologias como motores elétricos e geração de energia renovável”, afirma. As terras raras reúnem 17 elementos químicos estratégicos para a indústria de alta tecnologia.

Esses materiais abastecem a produção de baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. O estudo ainda está em fase preliminar e seguirá até 2027. As equipes do SGB realizaram coletas de solo e rochas e prosseguem com a análise de informações geoquímicas e geofísicas.

A metodologia combina os dados para apontar regiões com maior probabilidade de concentração desses elementos. O geólogo Daniel Fernandes explica que o Cinturão Ribeira é uma antiga cadeia de montanhas formada há centenas de milhões de anos. "É um cinturão orogênico, formado por dobras e falhas, originado a partir da colisão entre continentes e fechamento de oceanos, há mais de 500 milhões de anos.

A Orogenia Brasiliana possui cerca de 1,4 mil quilômetros de extensão", informa Fernandes. O mapeamento ainda contempla municípios paranaenses como Cerro Azul, Castro, Carambeí e Tijucas do Sul. Em São Paulo, a pesquisa abrange áreas de Itupeva, Alumínio, Capão Bonito, Juquiá, Cajati e Cananéia.

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