Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Prefeituras, pescadores e Senado reagem à proibição federal do arrasto da tainha em SC

A decisão do governo federal de encerrar a temporada de pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia, após o atingimento de 90% da cota coletiva, desencadeou uma onda de reação em municípios do l...

Por Reprodução09/06/2026 às 12:002 min de leitura
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Prefeituras, pescadores e Senado reagem à proibição federal do arrasto da tainha em SC
Imagem: Reprodução

A decisão do governo federal de encerrar a temporada de pesca da tainha na modalidade de arrasto de praia, após o atingimento de 90% da cota coletiva, desencadeou uma onda de reação em municípios do litoral catarinense. Um dia depois do comunicado do Ministério da Pesca e Aquicultura, prefeituras, lideranças políticas e representantes das comunidades pesqueiras intensificaram a pressão por uma revisão das regras que limitaram a atividade neste ano. O ministério determinou no domingo (7) o fim imediato da captura de tainha por arrasto de praia em Santa Catarina, com prazo de 24 horas para que as embarcações ainda no mar desembarcassem o último pescador.

A pasta afirma que a medida é preventiva, para evitar o estouro da cota definida pela Portaria Interministerial nº 51, de fevereiro de 2026, que ampliou em cerca de 20% o limite de captura em relação a safras anteriores. Em Florianópolis, a prefeitura, por meio da subsecretaria de Pesca, Maricultura e Desenvolvimento agroalimentar, divulgou nota oficial, nesta segunda-feira (8) manifestando “profunda preocupação e repúdio” ao encerramento da modalidade de arrasto de praia. A gestão municipal lembra que a pesca artesanal da tainha é mais do que uma atividade econômica para a região: “Trata-se de uma tradição centenária, parte da identidade cultural da cidade, responsável por movimentar a economia local, gerar renda para cerca de 5 mil famílias e preservar costumes que atravessam gerações”.

O município critica o modelo de encerramento automático da safra quando o sistema de cotas atinge 90% do limite previsto e destaca que a suspensão atinge justamente comunidades que dependem da safra para complementar a renda e garantir alimento na mesa durante o inverno.

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