Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Por que os jovens católicos pedem menos política nas igrejas?

Uma pesquisa nacional realizada em 2025 com mais de 11 mil fiéis revela que a juventude católica no Brasil deseja uma Igreja mais focada na espiritualidade e na doutrina tradicional, queixando-se do e...

Por Reprodução23/07/2026 às 12:003 min de leitura
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Por que os jovens católicos pedem menos política nas igrejas?
Imagem: Reprodução

Uma pesquisa nacional realizada em 2025 com mais de 11 mil fiéis revela que a juventude católica no Brasil deseja uma Igreja mais focada na espiritualidade e na doutrina tradicional, queixando-se do excesso de debates sociopolíticos e da falta de reverência em celebrações religiosas. Os participantes do estudo demonstraram uma forte sede de autenticidade e profundidade espiritual. O interesse maior está voltado para temas como a busca pela santidade, o estudo da Bíblia, a Eucaristia e a formação cristã sólida.

Para essa geração, a Igreja deve ser, antes de tudo, um espaço de encontro genuíno com o sagrado, oferecendo um refúgio contra o conteúdo superficial que domina o dia a dia digital. As maiores queixas envolvem a percepção de que há uma politização excessiva dentro do ambiente eclesial. Muitos jovens afirmam que o foco em questões sociopolíticas acaba sufocando o papel espiritual da instituição.

Além disso, a falta de reverência na liturgia — que é o conjunto de ritos e orações que compõe a missa — aparece como um dos principais obstáculos para que eles se sintam engajados na vida de fé. Embora os dados mostrem pedidos por mais doutrina, os coordenadores da pesquisa afirmam que o estudo não buscou rotular os jovens como de direita ou esquerda. A ideia é que há uma 'tensão pastoral' natural e que o desejo por uma evangelização centrada em Jesus Cristo não anula a missão social da Igreja.

O desafio apresentado é superar as polarizações do país para viver a unidade em meio à diversidade de experiências. O estudo foi coordenado pela Comissão para a Juventude da CNBB em parceria com a PUC-RS e a PUC-Rio. Foram ouvidos voluntários de 12 a 29 anos de todas as regiões do Brasil.

Os resultados parciais foram levados ao conselho de bispos para ajudar as paróquias e comunidades a entenderem melhor como dialogar com as novas gerações, que pedem por orientações mais claras e caminhos sólidos de formação. A orientação de especialistas é que os dados sejam usados como uma ferramenta de discernimento. Ouvir a juventude não significa mudar as verdades da fé, mas ajustar a forma de transmiti-las.

Espera-se que dioceses e movimentos acolham esse desejo por maior espiritualidade para fortalecer a missão religiosa, lembrando que o compromisso com a justiça e a paz deve andar de mãos dadas com a proclamação clara do Evangelho. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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