Por que Minas Gerais deve produzir quase metade do café do Brasil em 2026?
Por Gazeta do Povo Lab Por Marília Rodrigues 31/03/2026 às 17:27 Minas Gerais deve consolidar sua hegemonia na cafeicultura em 2026, atingindo 49% da produção nacional de café arábica. Com uma safra e...

Por Gazeta do Povo Lab Por Marília Rodrigues 31/03/2026 às 17:27 Minas Gerais deve consolidar sua hegemonia na cafeicultura em 2026, atingindo 49% da produção nacional de café arábica. Com uma safra estimada em 32,4 milhões de sacas, o estado aproveita o ciclo de alta produtividade e condições climáticas favoráveis para crescer 25,9% em relação ao ano anterior. O salto na produtividade é resultado da chamada 'bienalidade positiva', um ciclo natural onde os cafeeiros produzem mais a cada dois anos.
Além disso, as chuvas foram favoráveis durante a fase de enchimento dos grãos — momento crucial em que o fruto ganha peso e sabor — e houve uma expansão das áreas plantadas no estado nos últimos anos. As tensões geopolíticas encarecem o preço do petróleo, o que impacta diretamente os custos de combustível para colheita e transporte. Além disso, os conflitos pressionam as rotas marítimas, elevando os gastos logísticos e dificultando o acesso a insumos importantes, como os fertilizantes.
Os produtores enfrentam desafios internos como as altas taxas de juros, que encarecem os financiamentos, e uma infraestrutura de logística deficiente. Outro ponto crítico é a legislação trabalhista rural, datada de 1973, que é considerada desatualizada para a realidade tecnológica atual das fazendas, gerando insegurança jurídica para quem produz. A base da produção de café em Minas Gerais é majoritariamente composta por agricultores familiares.
Dados da cooperativa Cooxupé revelam que 97,6% dos cooperados são pequenos e miniprodutores, enquanto apenas uma pequena parcela de 2,4% corresponde a médios e grandes empresários do campo. Enquanto Minas Gerais lidera com folga com o café arábica, o Espírito Santo ocupa a segunda posição nacional com uma previsão de 19 milhões de sacas, tendo como foco o café tipo Conilon. São Paulo aparece em terceiro lugar, com uma estimativa de 5,5 milhões de sacas, também com predominância do café arábica.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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