Por que a Bolívia se tornou o principal refúgio para facções brasileiras?
Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 17/05/2026 às 12:46 Lideranças do Comando Vermelho e do PCC estão migrando para a Bolívia para gerenciar crimes transnacionais. Operações recentes em Santa Cru...

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 17/05/2026 às 12:46 Lideranças do Comando Vermelho e do PCC estão migrando para a Bolívia para gerenciar crimes transnacionais. Operações recentes em Santa Cruz de La Sierra revelam que o país vizinho virou a base estratégica dessas facções devido à facilidade de corrupção e circulação de drogas e armas. As duas maiores organizações criminosas do Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), estabeleceram estruturas sólidas no país vizinho.
Eles utilizam o território boliviano como esconderijo para seus líderes foragidos e como centro de comando para operações de tráfico de drogas e armas que abastecem estados como Bahia, Ceará, Rio de Janeiro e São Paulo. Historicamente, o Paraguai era o esconderijo favorito. No entanto, houve uma migração para a Bolívia devido à maior facilidade em subornar autoridades locais e à simplicidade de obter documentos falsos para viver sem serem incomodados.
Além disso, a Bolívia é um dos maiores produtores de cocaína do mundo, o que coloca os chefes das facções diretamente na fonte do produto que comercializam. O Comando Vermelho, por exemplo, possui uma hierarquia bem definida com um 'Conselho Final' que toma decisões estratégicas. Recentemente, criminosos conhecidos como 'Zeus' e 'Bronix' foram identificados como gestores das ações do grupo em cidades como Santa Cruz de La Sierra e Trinidad.
Já integrantes do PCC foram flagrados atuando até na segurança pessoal de grandes narcotraficantes internacionais. Em batidas policiais em chácaras de luxo, foram apreendidos arsenais de guerra, incluindo dezenas de fuzis, carabinas e pistolas. Além das armas, as autoridades localizaram grandes quantias em dólares, drogas, veículos e, curiosamente, fardamentos da própria polícia boliviana, o que reforça a suspeita de infiltração dos criminosos nas instituições locais.
Existe um fortalecimento na cooperação internacional. O Brasil passou a chefiar uma força-tarefa da Interpol na América do Sul, com sede em Buenos Aires. Essa iniciativa permite que policiais da região cruzem dados financeiros, biometria e registros de apreensões em tempo real, resultando em um aumento no número de prisões de líderes brasileiros que se acreditavam seguros fora do país.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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