Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Paraná investe em queijos finos de até R$ 400 o quilo

O governo do Paraná decidiu apostar nos queijos finos como estratégia para transformar a cadeia leiteira em um negócio de maior valor agregado. Em parceria com o parque tecnológico Biopark, localizado...

Por Reprodução28/03/2026 às 12:002 min de leitura
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Paraná investe em queijos finos de até R$ 400 o quilo
Imagem: Reprodução

O governo do Paraná decidiu apostar nos queijos finos como estratégia para transformar a cadeia leiteira em um negócio de maior valor agregado. Em parceria com o parque tecnológico Biopark, localizado em Toledo (PR), o estado anunciou o investimento de R$ 3,8 milhões para expandir o Projeto Queijos Finos a quatro novas regiões, com a meta de consolidar o Paraná como referência nesse segmento. Receba as principais notícias do Paraná pelo WhatsApp A lógica é simples, mas ambiciosa: substituir a venda de leite in natura, sujeita à volatilidade das commodities, pela produção de queijos finos maturados, capazes de multiplicar o valor obtido por litro processado.

Segundo o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark, Tiago Mendes, o impacto econômico tem potencial expressivo. “O mesmo volume de leite que gera um queijo tradicional vendido entre R$ 30 e R$ 40 o quilo pode ser transformado em queijos finos comercializados entre R$ 120 e R$ 150. Em casos premiados, já ultrapassamos R$ 400 por quilo.

O potencial de aumento de receita pode chegar a até 380%”, afirma ele. A expansão representa a transição de um modelo baseado em volume para outro focado em qualidade, diferenciação e posicionamento de mercado. Mendes explica que os produtores podem multiplicar de três a cinco vezes o valor agregado por litro de leite, dependendo do portfólio e da estratégia de comercialização.

“O retorno financeiro pode começar entre seis e 18 meses após o início da produção. Queijos de maturação curta aceleram o fluxo de caixa, enquanto os de maturação longa ampliam margem”, detalha. O investimento na propriedade varia entre R$ 30 mil e R$ 150 mil, conforme escala e tecnologia adotada.

O projeto é gratuito e oferece suporte técnico, protocolos validados e orientação regulatória, além de auxiliar na busca por crédito. Para Marcos Aurélio Pelegrina, diretor de Ciência e Tecnologia na pasta estadual de mesmo nome, a iniciativa integra uma estratégia mais ampla de verticalização da produção agropecuária. “Ao transformar leite in natura em queijos finos, fortalecemos a agroindústria regional, reduzimos a dependência de commodities e ampliamos a competitividade do Paraná”, diz.

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