Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Oposição explora conexão baiana do caso Master para desgastar Lula nas eleições

Investigações da Polícia Federal (PF) e da CPMI do INSS apontam governos petistas da Bahia como possível berço político e operacional do escândalo do Banco Master, após a análise inicial de documentos...

Por Reprodução29/03/2026 às 00:003 min de leitura
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Oposição explora conexão baiana do caso Master para desgastar Lula nas eleições
Imagem: Reprodução

Investigações da Polícia Federal (PF) e da CPMI do INSS apontam governos petistas da Bahia como possível berço político e operacional do escândalo do Banco Master, após a análise inicial de documentos obtidos por meio da quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Daniel Vorcaro, controlador da instituição, hoje liquidada. A oposição explora essa conexão para desgastar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida eleitoral de 2026, relacionando a expansão inicial do banco à plataforma de crédito consignado CredCesta. Nascido no aparelho estatal baiano, o cartão CredCesta ganhou importante dimensão rapidamente devido à clara influência de aliados próximos do presidente e continua ainda trazendo fatos suspeitos para líderes petistas.

O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirma que a instalação de uma CPI para apurar o caso se tornou urgente diante das suspeitas reveladas pelas investigações. Segundo ele, o escândalo tem ramificações empresariais, políticas e até familiares ligadas a personagens do governo. Jordy sustenta que os indícios já conhecidos justificariam uma investigação parlamentar mais ampla sobre a origem e o crescimento do banco.

E um dos episódios mais recentes denunciados pela oposição envolve a empresa BK Financeira, criada em Salvador em 2021. A companhia tem entre suas sócias uma nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado. A empresa foi contratada pelo Master para prospectar operações de consignado e indicar convênios na modalidade.

Para este serviço, recebeu R$ 11 milhões. A revelação foi feita pelo portal Metrópoles. Em nota à Gazeta do Povo, a assessoria do senador informou que ele “jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”.

O líder do governo disse confiar na “autonomia da Justiça” e reforçou “que cabe exclusivamente à empresa prestar os devidos esclarecimentos sobre suas atividades e contratos celebrados”. De acordo com o site da Receita Federal, a BK Financeira (nome fantasia da BN Financeira Ltda) foi criada em 2021, com capital social de R$ 45 mil e sede em Salvador (BA). O advogado Moisés Dantas dos Santos, um dos sócios da empresa, disse ao Metrópoles ser sócio da nora do senador desde 2022 e confirmou a existência do contrato.

Ele destacou que “todos os valores recebidos foram formalizados por meio de nota fiscal e balanços e extratos estão à disposição das autoridades”. A reportagem tenta contato com Moisés Dantas e a nora do senador. O espaço segue aberto para manifestações.

Por indicação de Wagner, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega prestou consultoria ao Master com salário milionário. Outro ex-ministro de Lula contratado por Daniel Vorcaro foi Ricardo Lewandowski, ex-chefe da pasta da Justiça e Segurança Pública. O banqueiro chegou a se reunir secretamente quatro vezes no Palácio do Planalto, uma vez ao menos com o próprio presidente da República.

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