Terça-feira, 6 de outubro de 2026

O mapa da violência que o Brasil ainda não leu e o perigo do discurso com soluções genéricas

O Brasil oficial, aquele dos políticos de Brasília, trava mais uma batalha campal nas eleições majoritárias deste ano. Paralelamente, a realidade desenhada pela análise e pesquisa das estatísticas ofi...

Por Reprodução09/06/2026 às 18:002 min de leitura
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O mapa da violência que o Brasil ainda não leu e o perigo do discurso com soluções genéricas
Imagem: Reprodução

O Brasil oficial, aquele dos políticos de Brasília, trava mais uma batalha campal nas eleições majoritárias deste ano. Paralelamente, a realidade desenhada pela análise e pesquisa das estatísticas oficiais deixa claro que um dos motivos do país continuar patinando no combate à violência é a insistência de governantes em ignorar a geografia e a assimetria do crime. Enquanto a persistir a fórmula de remédios genéricos para problemas localizados, o país tende a continuar vivendo na contradição entre os números oficiais de criminalidade que podem estar em queda enquanto a sensação de insegurança geral aumenta.

Por exemplo: o Brasil atingiu sua menor taxa histórica de homicídios registrados, fixando-se em 20,1 mortes por 100 mil habitantes — é o que revela a edição mais recente do Atlas da Violência, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em conjunto com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) publicado no final do mês de maio. "Apesar da melhora na taxa de homicídios estimados, que caiu 26,9% nos 11 anos analisados desde 2024, o debate nacional sobre a criminalidade e a percepção de insegurança da população seguiram caminhos contrários, como várias pesquisas de opinião têm mostrado”, afirmam os pesquisadores no Atlas da Violência deste ano.

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