Domingo, 18 de outubro de 2026

Justiça Federal torna 12 ex-executivos da Americanas réus por fraude contábil

A 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro aceitou denúncia do MPF contra ex-diretores da varejista por crimes como falsidade ideológica e manipulação.

Por Redação WebTV Brasil18/10/2026 às 00:022 min de leitura
Fonte: Revista Oeste
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Justiça Federal torna 12 ex-executivos da Americanas réus por fraude contábil
Imagem: Revista Oeste

A Justiça Federal do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra 12 ex-executivos da Americanas. A decisão, proferida pela 6ª Vara Federal Criminal na última quinta-feira, 15, torna os investigados réus em um processo que apura o rombo bilionário na rede varejista. O caso tramita sob sigilo judicial.

O grupo responde por associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Alguns dos citados também são acusados de uso de informação privilegiada. Entre os réus está Miguel Gutierrez, ex-presidente-executivo da companhia. Outros nomes incluem Anna Saicali, José Timótheo de Barros, Anna Christina Sotero, Carlos Padilha, João Guerra, Murilo Corrêa, Maria Christina Nascimento, Fabien Picavet, Raoni Lapagesse, Luiz Saraiva e Jean Pierre Lessa.

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Segundo o Ministério Público, a antiga diretoria fornecia dados falsos ao conselho de administração e ao mercado financeiro. A investigação aponta que a fraude envolvia o registro de verbas publicitárias fictícias para inflar resultados e a ocultação de operações de risco sacado, utilizadas no financiamento de pagamentos a fornecedores. O MPF havia denunciado 13 pessoas em março de 2025, mas um dos envolvidos, Márcio Cruz, colabora com as autoridades por meio de acordo de delação premiada.

A Americanas declarou, por meio de nota, que ainda não foi notificada da decisão judicial. A empresa afirmou confiar no trabalho das autoridades e reiterou que foi vítima de uma fraude deliberada, a qual teria comprometido seus registros contábeis e controles internos. A investigação sobre o caso, que revelou um rombo de R$ 20 bilhões em janeiro de 2023, ocorre no âmbito da Operação Disclosure.

Os principais acionistas da varejista, Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, não figuram como réus nesta ação específica, pois a denúncia sustenta que eles teriam sido induzidos ao erro pela gestão anterior. Contudo, apurações sobre a possível participação de sócios e bancos continuam em curso, tendo sido reforçadas por uma segunda fase da operação policial deflagrada em junho de 2026.

Texto da redação a partir de reportagem de Revista Oeste
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