Sábado, 17 de outubro de 2026

Varejo de Santa Catarina mantém crescimento acima da média nacional em 2025

Treze grandes redes varejistas catarinenses faturaram mais de R$ 1 bilhão em 2025, impulsionadas pelo crescimento demográfico e pelo modelo de atacarejo.

Por Redação WebTV Brasil17/10/2026 às 18:022 min de leitura
Fonte: Gazeta do Povo
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Varejo de Santa Catarina mantém crescimento acima da média nacional em 2025
Imagem: Gazeta do Povo

O setor varejista de Santa Catarina apresentou desempenho positivo em 2025, na contramão de dificuldades enfrentadas por grandes redes nacionais. Segundo dados do Instituto Retail Think Tank, 13 empresas do estado alcançaram faturamento superior a R$ 1 bilhão, com dez delas registrando crescimento em relação ao ano anterior. O resultado contrasta com o cenário de recuperação judicial que atingiu 986 empresas no Brasil no primeiro semestre de 2026.

Liderando o ranking estadual, a Havan registrou R$ 18,3 bilhões em vendas, uma alta de 16%. O Grupo Pereira, com faturamento de R$ 17,5 bilhões, avançou 14%, enquanto o Grupo Koch alcançou R$ 12,9 bilhões, representando um crescimento de 25%. O desempenho catarinense foi favorecido por um aumento de 5,9% no volume de vendas do comércio varejista local no último ano, superando a média nacional de 1,6% apurada pelo IBGE.

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O economista Daniel da Cunha, da Univali, atribui o resultado à expansão demográfica costeira, ao pleno emprego e a processos de fusões e aquisições entre redes. Segundo o especialista, o modelo de atacarejo tem se beneficiado da migração populacional para o litoral norte e a Grande Florianópolis. Contudo, o economista observa que o consumo de bens essenciais, como alimentos, tem tido maior peso do que o de eletrodomésticos, setor impactado pelo custo do crédito.

Para o empresário Luciano Hang, a solidez da Havan diante do cenário econômico deve-se à estratégia de financiamento próprio, que reduz a dependência de bancos. O proprietário da rede projeta faturamento de R$ 22 bilhões para 2026. Apesar dos números, o setor enfrenta desafios com a concorrência de plataformas estrangeiras, que, segundo Hang, prejudicam o varejo nacional, além de sinais de desaceleração na atividade econômica catarinense observados em julho de 2026.

Texto da redação a partir de reportagem de Gazeta do Povo
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