Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Governo Milei barra empresa brasileira de licitação de hidrovia Paraguai-Paraná

A licitação da Via Navegável Troncal, o trecho argentino da hidrovia Paraguai-Paraná, está próxima do fim após mais de dois anos de um processo repleto de disputas judiciais e denúncias de favorecimen...

Por Reprodução22/05/2026 às 12:002 min de leitura
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Governo Milei barra empresa brasileira de licitação de hidrovia Paraguai-Paraná
Imagem: Reprodução

A licitação da Via Navegável Troncal, o trecho argentino da hidrovia Paraguai-Paraná, está próxima do fim após mais de dois anos de um processo repleto de disputas judiciais e denúncias de favorecimento à atual operadora Jan De Nul. Até mesmo a reta final reservou controvérsias com a desclassificação da empresa brasileira DTA Engenharia do certame. Dois concorrentes chegaram empatados à última etapa.

O consórcio formado pela belga Jan De Nul com a argentina Servimagnus apresentou proposta financeira idêntica ao grupo composto pela também belga Deme em conjunto com as norte-americanas Great Lakes, Clear Street e KKR. A decisão agora caberá à Agência Nacional de Portos e Navegação da Argentina (ANPYN). Ainda não há uma data para a definição.

A vencedora será a responsável pela operação de 1,4 mil quilômetros da hidrovia no rio Paraná desde Corrientes até a foz no rio da Prata. Nos 25 anos de concessão estão previstos investimentos de US$ 15 bilhões, incluindo a dragagem contínua e aumento de calado em alguns trechos. A hidrovia Paraguai-Paraná é um dos principais canais de escoamento de produção da América do Sul.

Cerca de 80% das exportações da Argentina e do Paraguai passam pelas águas da hidrovia, sem contar a importância para Bolívia e Uruguai. No caso do Brasil, trata-se de uma via fundamental de saída de minério de ferro produzido no Mato Grosso do Sul que é exportado para a China e Europa. Esse corredor logístico começa no porto de Cáceres, no Mato Grosso, e desce 3.

442 quilômetros pelos rios Paraguai e Paraná. O trecho brasileiro, porém, opera com limitações devido ao assoreamento. O governo federal planeja fazer uma licitação até o fim de 2026.

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