Fumaça de incêndios no Amazonas paralisa voos de combate ao fogo
Baixa visibilidade em Manaus interrompe operações aéreas contra queimadas, que já somam alta de 116% em relação a 2025.

A fumaça densa provocada por incêndios florestais interrompeu neste sábado em Manaus as operações de aeronaves empregadas no combate ao fogo no Amazonas. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis apontou que a baixa visibilidade comprometeu a segurança nos dois aeroportos utilizados pela força-tarefa, que aguarda melhora climática para retomar os voos.
A estratégia de contenção conta com onze aeronaves, incluindo seis aviões Air Tractor para lançamento rápido de água, um modelo KC-390 para grandes volúmenes, três helicópteros e uma aeronave da Defesa Civil estadual. Cerca de 250 brigadistas atuam em campo sob coordenação do Ibama e de outros órgãos federais para conter as chamas.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais indicam que o estado registrou 7.815 focos de incêndio entre o primeiro dia de janeiro e 12 de outubro. O volume representa um crescimento de 116% frente às 3.611 ocorrências contabilizadas no mesmo intervalo do ano anterior. O governo federal reconheceu situação de emergência em 36 municípios amazonenses em 10 de outubro.
A Prefeitura de Manaus informou que a concentração média de partículas finas na atmosfera atingiu classificação péssima devido à poluição gerada pelas queimadas. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima declarou que a localização dos focos no interior da floresta aponta para a possibilidade de ação humana intencional voltada ao desmatamento.
Durante ato político em São Paulo, a ex-ministra Marina Silva contestou declarações do senador Flávio Bolsonaro sobre a destruição ambiental. Utilizando dados do Inpe, a ex-ministra defendeu que a região registra menores taxas históricas de desmatamento e criticou as posições do parlamentar manifestadas em entrevista recente.
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