Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Fintechs se tornaram “duto do crime organizado” para lavagem de dinheiro do PCC

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou nesta quinta-feira (28) que fintechs passaram a ser usadas como “duto do crime organizado” para lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC...

Por Reprodução28/05/2026 às 18:002 min de leitura
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Fintechs se tornaram “duto do crime organizado” para lavagem de dinheiro do PCC
Imagem: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) afirmou nesta quinta-feira (28) que fintechs passaram a ser usadas como “duto do crime organizado” para lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), em um esquema bilionário que movimentou recursos do tráfico de drogas e armas e adulteração de combustíveis. As declarações foram feitas durante uma entrevista coletiva sobre a Operação Fluxo Oculto, realizada mais cedo em cinco estados e voltada contra seis empresas do setor financeiro digital suspeitas de ligação com a facção criminosa. A operação ocorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul e é considerada um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto do ano passado.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o PCC reorganizou sua estrutura financeira após a ação de 2025 e ampliou o número de fintechs usadas para ocultar dinheiro ilícito. “Essas fintechs estão sendo exploradas não apenas por essa organização criminosa, como por outros grupos criminosos também, compartilhando os mesmos espaços de fluxo financeiro. Essas empresas têm se tornado um duto do crime organizado para esse fluxo de lavagem do dinheiro ilícito”, afirmou o promotor João Paulo Gabriel.

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