Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Fenômeno raro no mundo coloca cidade brasileira no radar do turismo científico 

Uma cidade de pouco mais de 3,7 mil habitantes no oeste catarinense guarda um segredo que levou décadas para ser desvendado — e que atrai cientistas da Nasa, da Europa e do Japão. O Domo de Vargeão, u...

Por Reprodução18/05/2026 às 12:002 min de leitura
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Fenômeno raro no mundo coloca cidade brasileira no radar do turismo científico 
Imagem: Reprodução

Uma cidade de pouco mais de 3,7 mil habitantes no oeste catarinense guarda um segredo que levou décadas para ser desvendado — e que atrai cientistas da Nasa, da Europa e do Japão. O Domo de Vargeão, uma cratera formada pelo impacto de um meteorito que caiu entre 80 e 100 milhões de anos, foi batizado com o nome da cidade e se tornou uma atração do turismo científico brasileiro. Com 12 quilômetros de diâmetro, ela é a única estrutura do gênero em Santa Catarina e um dos fenômenos geológicos mais raros do planeta.

A história do reconhecimento científico da cratera começa na virada da década de 1970 para 1980, quando o geólogo Álvaro Penteado Crosta, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), iniciou uma pesquisa após visitar a região. Na época, dois geólogos haviam descrito o fenômeno, mas a hipótese deles era outra — acreditavam se tratar de uma formação vulcânica. "Na nossa primeira visita, tive a convicção de que aquilo de fato não era uma estrutura vulcânica, mas sim uma cratera meteorítica.

Isso está impresso nas rochas", recordou Crosta em entrevista à Gazeta do Povo. Segundo ele, o meteorito que atingiu o que hoje é a cidade de Vargeão tinha entre 550 e 800 metros de diâmetro, era composto de ferro e liberou uma energia equivalente a cerca de 500 mil bombas nucleares, como a que destruiu Hiroshima, no Japão, em 1945. O geólogo afirmou que a força do choque deformou as rochas de maneira permanente e irreversível.

Uma assinatura que, de acordo com ele, nenhum outro processo geológico é capaz de reproduzir. "Mesmo que a cratera seja, com o passar do tempo, desgastada, erodida, as rochas permanecem com essa deformação impressa nelas", explicou Crosta.

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