Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Esmeralda de 142 quilos vai a leilão com lance inicial de R$ 79 milhões

Uma esmeralda de 142 quilos encontrada na Serra da Carnaíba, na Bahia, irá a leilão na próxima quinta-feira (28) com lance inicial de R$ 79,8 milhões. Batizada de “Selena”, a pedra recebeu o nome em r...

Por Reprodução27/05/2026 às 12:002 min de leitura
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Esmeralda de 142 quilos vai a leilão com lance inicial de R$ 79 milhões
Imagem: Reprodução

Uma esmeralda de 142 quilos encontrada na Serra da Carnaíba, na Bahia, irá a leilão na próxima quinta-feira (28) com lance inicial de R$ 79,8 milhões. Batizada de “Selena”, a pedra recebeu o nome em referência à deusa grega da Lua por causa do brilho e da coloração prateada do exemplar. Especialistas classificam a peça como uma “raridade absoluta”.

A formação consiste em um conglomerado de berilo verde que preserva a estrutura geológica original. O gemólogo e perito da Bid Leilão, César Augusto Maia, define a pedra como um “testemunho geológico” singular. Segundo Maia, a esmeralda reúne condições raras no mercado internacional.

“Selena reúne características geológicas, dimensão e integridade que a colocam em um patamar único no mundo. Não é apenas um ativo mineral, é uma peça de valor científico, histórico e colecionável”, afirma. A pedra mede 94 centímetros de largura, 67 centímetros de altura e 28 centímetros de profundidade.

A descrição divulgada pela casa responsável pelo leilão informa que o exemplar consiste em uma “canga de esmeralda, conglomerado composto de berilo e xisto, apresentando um corpo horizontal de xisto salpicado com cristais hexagonais de berilo, esmeraldas, bem preservados”. De acordo com a Bid Leilão, a guarda da esmeralda no processo de leilão pode ocorrer de três formas. A primeira prevê armazenamento em empresas especializadas em custódia de materiais, com documentação registrada em cartório e acompanhamento de perito, proprietário e responsável pela guarda.

Além da segurança, a casa de custódia deverá manter a conservação do material. A segunda possibilidade permite que o comprador mantenha a pedra em propriedade particular, mas também há o processo de revisão pericial, para garantir o leilão do bem como anunciado. A terceira opção envolve a própria casa de leilão, que oferece serviço de guarda sem cobrança adicional.

O armazenamento também passa por avaliação pericial e segue os mesmos critérios de conservação e segurança. "Estamos tratando de uma pedra de 2 bilhões de anos, extremamente resistente. Ainda assim é necessário que a guarda preveja não apenas a segurança, mas também a conservação do material", afirma Maia.

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