Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Dono do Grupo Refit tem rede política investigada em esquema bilionário

O empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, é alvo de operações da Polícia Federal após bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos. Foragido desde 2018, Magro reside nos EUA e é investigado por ...

Por Reprodução09/06/2026 às 18:003 min de leitura
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Dono do Grupo Refit tem rede política investigada em esquema bilionário
Imagem: Reprodução

O empresário Ricardo Andrade Magro, dono do Grupo Refit, é alvo de operações da Polícia Federal após bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos. Foragido desde 2018, Magro reside nos EUA e é investigado por sonegação bilionária e supostas ligações com o crime organizado no setor de combustíveis. A dívida de R$ 52 bilhões está concentrada principalmente na Refit, antiga refinaria de Manguinhos, no Rio de Janeiro.

Segundo a Justiça, o grupo empresarial utilizou uma estrutura complexa com empresas fora do Brasil (offshores) e fundos de investimento para sonegar impostos, especialmente o ICMS em São Paulo e no Rio, somando mais de R$ 24 bilhões apenas deste tributo estadual. Ricardo Magro não retorna ao Brasil oficialmente desde 2018. Ele possui contra si uma Difusão Vermelha da Interpol, que é um alerta global para localização e prisão de fugitivos.

O empresário vive atualmente nos Estados Unidos, e o governo brasileiro já solicitou cooperação internacional para tentar trazê-lo de volta ao país para prestar esclarecimentos. Investigadores apontam que o grupo construiu uma rede de proteção política. O ex-governador fluminense Cláudio Castro é investigado por sancionar uma lei que facilitava o parcelamento de dívidas da refinaria com descontos de até 95%.

Já o senador Ciro Nogueira é citado devido a emendas que dificultariam a punição de grandes devedores do setor e por pagamentos de R$ 14,2 milhões feitos pela Refit a uma empresa de sua família. Devedor contumaz é aquele que faz do não pagamento de tributos uma estratégia de negócio. Ao deixar de pagar impostos propositalmente, a empresa consegue vender o combustível por um preço muito menor que os concorrentes éticos, dominando o mercado de forma desleal.

O senador Ciro Nogueira tentou mudar regras sobre essa classificação, o que gerou as chamadas 'emendas Refit'. Essa é uma das hipóteses investigadas pela Polícia Federal na operação Carbono Oculto. A suspeita é de que o crime organizado, especificamente o PCC, esteja avançando sobre o setor de combustíveis para lavar dinheiro.

Ricardo Magro nega as acusações e afirma ser um combatente contra a infiltração de criminosos no setor. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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