Terça-feira, 6 de outubro de 2026

De fruta do quintal da avó a commodity de exportação: Minas vira potência na exportação de avocado

O abacate, fruta dos quintais das avós que só aparecia adoçado ou em vitaminas, pode ser o novo ouro da produção nacional. O Brasil abriu 2026 com expectativa de forte avanço nas exportações da fruta,...

Por Reprodução29/03/2026 às 12:002 min de leitura
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De fruta do quintal da avó a commodity de exportação: Minas vira potência na exportação de avocado
Imagem: Reprodução

O abacate, fruta dos quintais das avós que só aparecia adoçado ou em vitaminas, pode ser o novo ouro da produção nacional. O Brasil abriu 2026 com expectativa de forte avanço nas exportações da fruta, tendo como polos produtores os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Enquanto São Paulo produziu 161.

454 toneladas da fruta em 10.356 hectares, conforme base do IBGE de 2024, Minas chegou a 135.624 toneladas em 8.

053 hectares. Em terceiro aparece o Paraná, com 32.320 toneladas de abacate em 1.

839 hectares. O resultado reforçou o peso da fruticultura em um mercado que agora busca ampliar presença no exterior. Para este ano, a perspectiva é de um crescimento ainda mais expressivo.

A projeção no setor é de cerca de 60 mil toneladas a mais para a safra, com 40 mil a 45 mil toneladas destinadas à exportação, segundo a Associação Abacates do Brasil. No ano anterior, a produção brasileira destinou cerca de 25 mil toneladas para o exterior. Alberto Penariol, presidente da associação Abacates do Brasil e produtor de avocado, é otimista e acredita no potencial dos pomares brasileiros.

“Na primavera de 2025 o Brasil teve um clima muito favorável para o abacate. E novas áreas estão começando a entrar em produção”, diz ele. Em Minas, estado que tem mais de 12 mil hectares dedicados à fruta, a perspectiva é animadora.

Segundo dados da Produção Agrícola Municipal (PAM) do IBGE, em terras mineiras a produção de abacate está concentrada em cinco regiões. O Alto Paranaíba liderou em 2024, com 57.440 toneladas, o equivalente a 42,35% da produção estadual.

Em seguida, vieram o Sul de Minas, com 47.798 toneladas (35,24%); o Triângulo Mineiro, com 7.549 toneladas (5,57%), a Zona da Mata, com 6.

434 toneladas (4,74%), e a Região Central, com 5.230 toneladas (3,86%). No recorte municipal, os maiores produtores foram: Os números reforçam a posição de destaque do estado em um momento em que o mercado internacional mostra mais interesse por frutas frescas e mais exigência em qualidade e regularidade de oferta.

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