Como o Brasil pode parar de desperdiçar dinheiro em obras que duram pouco
O Brasil tem um problema antigo com obras públicas: constrói barato e paga caro depois. A lógica das licitações favorece quem oferece o menor preço no edital, mas ignora quanto vai custar manter aquel...

O Brasil tem um problema antigo com obras públicas: constrói barato e paga caro depois. A lógica das licitações favorece quem oferece o menor preço no edital, mas ignora quanto vai custar manter aquela obra nos anos seguintes. O resultado são estradas que precisam ser refeitas a cada cinco anos, ativos que se deterioram antes do prazo e orçamentos públicos pressionados por reconstruções que poderiam ter sido evitadas.
Um estudo do Centro de Liderança Pública (CLP) propõe mudar essa lógica e usa o Paraná para mostrar que isso já é possível. A nota técnica do instituto, publicada neste mês, defende que estados e municípios passem a avaliar o custo total da infraestrutura ao longo de toda a sua vida útil, levando em conta manutenção, consumo de energia e emissões de CO₂ na hora de decidir qual obra fazer. "A gente quer um orçamento controlado e quer sustentabilidade, mas essas duas coisas acontecem hoje de forma separada, o que gera ineficiências", disse Daniel Duque, gerente de inteligência técnica do CLP, em entrevista à Gazeta do Povo.
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