Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como garantir a integração entre as ferrovias Malha Sul e Ferroeste?

Por Gazeta do Povo Lab Por Ligia Martoni 27/03/2026 às 17:39 O setor produtivo do Sul do Brasil busca alinhar as concessões da Ferroeste, tocada pelo Paraná, e da Malha Sul, gerida pela União. O objet...

Por Reprodução27/03/2026 às 18:003 min de leitura
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Como garantir a integração entre as ferrovias Malha Sul e Ferroeste?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Ligia Martoni 27/03/2026 às 17:39 O setor produtivo do Sul do Brasil busca alinhar as concessões da Ferroeste, tocada pelo Paraná, e da Malha Sul, gerida pela União. O objetivo é superar gargalos técnicos, como o da Serra da Esperança, e garantir uma logística eficiente para o escoamento agrícola regional. Hoje, as duas principais ferrovias operam com limitações estruturais que prejudicam o transporte de cargas.

A Ferroeste liga Guarapuava a Cascavel, no Paraná, enquanto a Malha Sul corta Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Ambas aguardam novos investimentos após processos de concessão e desestatização que estão em andamento tanto pelo governo estadual quanto pela União. A Ferroeste é de controle estadual e a Malha Sul é de responsabilidade federal.

O setor produtivo teme que, se os editais não forem pensados de forma conjunta, a logística fique fragmentada. A sugestão de especialistas é que o contrato da Malha Sul inclua cláusulas que facilitem a operação sinérgica da Ferroeste, garantindo que o transporte flua sem interrupções operacionais nos pontos de conexão. O governo federal decidiu não prorrogar o atual contrato com a Rumo Logística, que vence em 2027.

Será feita uma nova licitação dividindo o trecho em três corredores de transporte. A novidade é a inclusão de metas de desempenho mais ricas, evitando que a empresa vencedora invista apenas nos trechos mais rentáveis e deixe outras regiões sem a infraestrutura necessária. A Serra da Esperança é o principal nó logístico onde as duas ferrovias se encontram.

Uma solução técnica proposta é a criação de um novo traçado direto entre Guarapuava e a Lapa, sem passar obrigatoriamente por Ponta Grossa. Isso poderia triplicar a capacidade de transporte anual para 36 milhões de toneladas, mas exige que o Governo do Paraná assuma a responsabilidade por esse novo trecho. Atualmente, a má qualidade do serviço ferroviário encarece o frete e faz com que 80% das cargas cheguem ao Porto de Paranaguá por caminhões.

Em portos vizinhos, como o de São Francisco do Sul, a participação do trem é de 50%. Uma ferrovia moderna e integrada tornaria o produto brasileiro mais competitivo no exterior ao reduzir os custos de transporte do interior até o navio. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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