Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como fica a corrida presidencial após a saída de Tarcísio, Ratinho Jr. e Eduardo Leite do páreo

Se há menos de um ano a corrida à Presidência da República apresentava um cenário com nomes cotados mais ao centro, com a possibilidade até da construção de uma frente ampla com aval do Centrão, o atu...

Por Reprodução01/04/2026 às 18:002 min de leitura
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Como fica a corrida presidencial após a saída de Tarcísio, Ratinho Jr. e Eduardo Leite do páreo
Imagem: Reprodução

Se há menos de um ano a corrida à Presidência da República apresentava um cenário com nomes cotados mais ao centro, com a possibilidade até da construção de uma frente ampla com aval do Centrão, o atual tabuleiro mostra que o eixo eleitoral foi deslocado para a direita. A última peça que caiu era considerada a principal representante da terceira via: o governador gaúcho Eduardo Leite perdeu a concorrência interna no PSD para o presidenciável Ronaldo Caiado, ex-governador do estado de Goiás, que por sua vez encampa bandeiras como a segurança pública linha-dura e a defesa do agronegócio. Ex-tucano, Leite poderia ocupar a raia central da corrida eleitoral deste ano, com uma candidatura alternativa e crítica à polarização entre a esquerda e a direita, assim como Marina Silva e Ciro Gomes, que naufragaram nos últimos pleitos presidenciais.

Sem Leite na disputa, a possibilidade de uma terceira via foi sepultada nas eleições de 2026. Por outro lado, Caiado tem um perfil histórico de ligação à direita desde a disputa presidencial de 1989, quando lançou a candidatura pelo então homônimo PSD após se destacar nacionalmente como líder da União Democrática Ruralista (UDR). Após 37 anos, Caiado abriu o discurso do lançamento da pré-candidatura com um forte aceno à direita ao prometer anistia “ampla, geral e irrestrita” aos condenados pelos atos cometidos em Brasília em 8 de janeiro de 2023 e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pela tentativa de golpe de Estado.

Apesar disso, o goiano criticou a polarização política no país e procurou se colocar como um gestor mais experiente com o objetivo de se diferenciar do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. A socióloga e professora de teoria política Marize Schons reitera que o PSD optou pela direita ao escolher Caiado, apesar do posicionamento do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab. Historicamente, ele coloca o partido no centro do espectro político desde a fundação da legenda.

“A escolha tem um efeito na geometria eleitoral. Flávio Bolsonaro vai precisar construir uma imagem de moderação, enquanto Caiado tem espaço para explorar um discurso mais à direita”, opina.

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