Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Como a Interpol descobriu uma delegacia falsa da PF brasileira na África?

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 20/07/2026 às 18:54 Uma operação da Interpol em Essuatíni, na África, desmantelou uma delegacia falsa da Polícia Federal brasileira usada para extorsão e fraud...

Por Reprodução21/07/2026 às 00:003 min de leitura
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Como a Interpol descobriu uma delegacia falsa da PF brasileira na África?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Aiuri Rebello 20/07/2026 às 18:54 Uma operação da Interpol em Essuatíni, na África, desmantelou uma delegacia falsa da Polícia Federal brasileira usada para extorsão e fraudes digitais. Com apoio da PF, a ação prendeu 82 suspeitos e apreendeu centenas de dispositivos eletrônicos usados em crimes contra brasileiros e africanos. Os criminosos criaram uma réplica realista de uma delegacia brasileira em Essuatíni, equipada com uniformes, sinalização e equipamentos falsos.

Eles faziam videochamadas fingindo ser agentes ou delegados da Polícia Federal. Durante a conversa, convenciam as vítimas de que elas haviam sofrido um crime e as induziam a transferir dinheiro para uma suposta "guarda segura", que na verdade era a conta dos golpistas. Engenharia social é um nome chique para a manipulação psicológica.

Em vez de invadir um computador com vírus, o criminoso engana a pessoa explorando sua confiança, medo ou urgência. Ele finge ser uma autoridade ou alguém conhecido para conseguir dados sigilosos ou pedidos de dinheiro. É o famoso "golpe do vigário" adaptado para a era digital.

Batizada de First Light 2026, a operação foi gigantesca e envolveu 97 países. O saldo global foi de 5.811 pessoas presas e a recuperação de cerca de 293 milhões de dólares em bens e dinheiro ilegal.

As investigações focaram em crimes digitais, lavagem de dinheiro e redes de jogos de azar online que operavam de forma transnacional. Sim, a ação revelou crimes em vários lugares. Na Tailândia, a polícia prendeu um jovem de 20 anos cuja carteira de criptomoedas movimentou mais de 122 milhões de dólares em 10 meses.

Em Singapura e Omã, as autoridades conseguiram bloquear uma transferência de 6,6 milhões de dólares antes que o dinheiro chegasse aos fraudadores, utilizando um sistema de bloqueio rápido de pagamentos. A Interpol alerta que esses golpes não são mais casos isolados, mas operações de organizações criminosas sofisticadas. Além do prejuízo financeiro, há o fator humano: cerca de 10% dos casos de tráfico de pessoas no mundo estão ligados a situações onde as vítimas são enganadas e levadas a outros países para serem obrigadas a trabalhar nesses centros de golpes digitais.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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