Terça-feira, 6 de outubro de 2026

BTG aponta potencial de alta para a Suzano no curto prazo e cautela para 2027

Banco mantém recomendação de compra para as ações da Suzano e projeta valorização com base em preços da celulose.

Por Redação WebTV Brasil06/10/2026 às 12:032 min de leitura
Fonte: Money Times
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BTG aponta potencial de alta para a Suzano no curto prazo e cautela para 2027
Imagem: Money Times

O banco BTG Pactual divulgou relatório sobre a Suzano nesta semana para detalhar as perspectivas da companhia no mercado de celulose. Segundo a instituição financeira, a empresa enfrenta um cenário de preços mais favoráveis no curto prazo, mas o ano de 2027 tende a ser mais desafiador devido à expansão da oferta global. A gestão da Suzano mantém o foco no controle de custos, na redução do endividamento e na eficiência dos investimentos realizados.

Para sustentar a recomendação de compra com preço-alvo de R$ 72, os analistas apontaram que a companhia conseguiu aplicar o reajuste de preços anunciado para setembro e planeja nova alta para outubro com o objetivo de alcançar 600 dólares por tonelada na China. O movimento recebe suporte da queda nos estoques portuários chineses, do adiamento de projeto concorrente e do encarecimento da matéria-prima asiática, fatores que levaram produtores locais a buscar celulose da Suzano.

Em relação aos riscos futuros, o banco destacou que a entrada em operação de novas capacidades produtivas deve superar o crescimento da demanda estimada entre 1 milhão e 1,5 milhão de toneladas por ano. Por causa disso, a Suzano estuda paradas pontuais nas operações caso o custo da madeira torne a fabricação inviável. A administração avalia que o terceiro trimestre de 2026 representará o pico da alavancagem financeira da empresa.

A partir do quarto trimestre, a expectativa da diretoria é de desalavancagem impulsionada por geração de caixa, corte de investimentos e desempenho da joint venture com a Kimberly-Clark. O plano para essa sociedade empresarial prevê elevar o EBITDA de cerca de 500 milhões de dólares para 700 milhões de dólares em um prazo de três anos, por meio de ganhos operacionais e industriais.

O relatório pontua que novos aportes de capital de grande porte permanecem improváveis até que a alavancagem retorne ao patamar de 2,5 vezes. Somente após atingir essa meta financeira e na ausência de novos projetos atrativos, a Suzano deve ampliar a remuneração aos acionistas.

Texto da redação a partir de reportagem de Money Times
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