Após protestos, governo cede e sinaliza cota extra para arrasto da tainha em SC
O governo federal vai rever a decisão anunciada dias atrás e ampliar a cota de captura da tainha destinada aos pescadores artesanais de Santa Catarina durante a safra de 2026. A decisão foi anunciada ...

O governo federal vai rever a decisão anunciada dias atrás e ampliar a cota de captura da tainha destinada aos pescadores artesanais de Santa Catarina durante a safra de 2026. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (9), após protestos de comunidades pesqueiras e articulação de representantes políticos catarinenses. A pesca havia sido interrompida no domingo (7), após as capturas alcançarem 1.
198,8 toneladas — 90% da cota coletiva prevista para a temporada. A suspensão ocorreu antes do período habitual de encerramento da safra e afetou diversas comunidades do litoral catarinense que dependem da atividade para gerar renda. "Os peixes estão passando, estamos vendo a movimentação dos cardumes próximo à praia e não podemos pescar.
É um desespero para os pescadores que precisam sustentar as suas famílias", afirma a pescadora Maria Ivone Serpa, bisneta e filha de pescadores de tainha. Segundo informações divulgadas pelos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a pesca de arrasto permanece suspensa até a publicação de uma portaria conjunta no Diário Oficial da União. "O que já sabemos é que a liberação será apenas para as regiões que ainda não molharam as redes, que ainda não tiveram a passagem dos cardumes pelas praias, como São Francisco do Sul e Itapoá, e aqui também em Bombinhas, porque começamos o trabalho há poucos dias e ainda não alcançamos o que é esperado", diz Serpa.
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