Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vorcaro mandou “quebrar os dentes” de alvo e tinha diálogo direto com diretores do BC

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e preso novamente na manhã desta quarta (4) pela Polícia Federal, tinha uma “milícia privada” e mantinha diálogo direto com diretores do Banc...

Por Reprodução04/03/2026 às 12:002 min de leitura
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Vorcaro mandou “quebrar os dentes” de alvo e tinha diálogo direto com diretores do BC
Imagem: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master e preso novamente na manhã desta quarta (4) pela Polícia Federal, tinha uma “milícia privada” e mantinha diálogo direto com diretores do Banco Central responsáveis por apurações referentes à instituição. Estas são duas das várias novas descobertas da Polícia Federal que levaram à deflagração da terceira fase da operação Compliance Zero, deflagrada mais cedo, e que teve o sigilo da decisão retirado no meio da manhã pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as novas descobertas, aponta a investigação, está um grupo de mensagens liderado por Vorcaro para coagir e ameaçar, com grave violência, testemunhas e ex-empregados envolvidos nas investigações e até mesmo jornalistas que atuam na apuração do caso, com pagamento de R$ 1 milhão ao mês a um dos responsáveis.

E a comunicação direta com os diretores do Banco Central de áreas como a diretoria de Fiscalização e o Departamento de Supervisão Bancária (Desup). “As investigações também apontam que Daniel Bueno Vorcaro manteve interlocução direta e frequente com servidores do Banco Central do Brasil responsáveis pela supervisão bancária, discutindo temas relacionados à situação regulatória da instituição financeiras e encaminhando documentos e minutas destinados à autarquia supervisora para análise prévia. Nesse contexto, foram identificadas comunicações nas quais o investigado solicitava orientações estratégicas sobre a condução de reuniões institucionais, a elaboração de documentos e a abordagem de temas sensíveis perante autoridades regulatórias”, escreveu Mendonça no despacho com base nas informações fornecidas pela Polícia Federal e que a Gazeta do Povo teve acesso.

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