Domingo, 4 de outubro de 2026

Vinícolas catarinenses crescem 29%, mas enoturismo ainda é caro demais para o pequeno produtor

O número de vinícolas em Santa Catarina passou de 263, em 2020, para 339 em 2026, com um crescimento de 29% em seis anos, segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). ...

Por Reprodução06/09/2026 às 18:002 min de leitura
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Vinícolas catarinenses crescem 29%, mas enoturismo ainda é caro demais para o pequeno produtor
Imagem: Reprodução

O número de vinícolas em Santa Catarina passou de 263, em 2020, para 339 em 2026, com um crescimento de 29% em seis anos, segundo levantamento da Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc). A expansão alcança o estado de ponta a ponta: vai do vinho colonial produzido no oeste ao Goethe do sul, passa pelo Vale do Rio do Peixe e chega aos vinhos de altitude da serra catarinense. Na região da serra, onde o turismo do vinho se tornou parte do calendário regional, a atividade não depende apenas da bebida.

Degustação, almoço harmonizado, piquenique, hospedagem, evento de vindima e venda direta ao visitante passaram a compor uma fonte relevante de receita. Os números da Associação Vinhos de Altitude Produtores e Associados apontam que, entre 2013 e 2023, a área plantada pelas vinícolas associadas cresceu 315%, de 74,83 para 235,5 hectares. O faturamento aumentou 593%, saindo de R$ 7,55 milhões para R$ 44,81 milhões.

No mesmo período, o número de associadas passou de sete para 28. O levantamento também mostrou que 38% do faturamento das vinícolas de altitude — R$ 17,04 milhões — veio do enoturismo. Mas essa conta não fecha apenas com parreiral e vinho.

Para receber o visitante é preciso ter estrada de acesso, espaço para degustação, equipe treinada, cozinha, reserva online e, cada vez mais, hospedagem. Esse custo separa os produtores e levanta uma dúvida: quem consegue participar desse negócio e crescer junto com o setor?

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