Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Venda da Copasa inaugura um novo mapa do saneamento em Minas Gerais

Minas Gerais encerrou neste mês de junho um dos capítulos mais complexos de sua história administrativa: a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Com a vitória da Equatorial...

Por Reprodução17/06/2026 às 18:013 min de leitura
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Venda da Copasa inaugura um novo mapa do saneamento em Minas Gerais
Imagem: Reprodução

Minas Gerais encerrou neste mês de junho um dos capítulos mais complexos de sua história administrativa: a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Com a vitória da Equatorial Energia, que ofereceu R$ 49,03 por ação, a companhia deixou de ser uma estatal majoritária para se tornar uma corporation, na qual o Estado detém apenas cerca de 5% das ações e um mecanismo denominado de golden share para decisões estratégicas — mesmo modelo utilizado na privatização da Companhia Paranaense de Energia, a Copel. A operação, que deve injetar até R$ 10 bilhões nos cofres públicos, foi viabilizada por um arranjo político-jurídico que envolveu prefeituras, o Tribunal de Contas e o setor privado.

A liquidação final das ações, ocorrida no último dia 11, marca o início de uma nova era para o saneamento em 636 municípios mineiros — o processo de privatização da Copasa foi concluído nesta terça-feira (16), com a entrega das ações aos compradores, durante uma cerimônia na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo. A venda do controle acionário da Copasa foi o pilar da estratégia do governo estadual para abater a dívida com a União via Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados). Após um recuo nas negociações, que ocorreu em maio, quando as ofertas iniciais ficaram abaixo do preço mínimo sigiloso, o governo revelou o valor de R$ 47,23 por ação, garantindo o sucesso do leilão na rodada seguinte.

A transação inicial propiciou R$ 5,5 bilhões por 30% das ações, chegando a valores bilionários com lotes adicionais (follow-on). Com a nova aquisição, o grupo Equatorial, que atua também nos seguimentos de energia elétrica e telecomunicações, se torna uma gigante do setor, somando a Copasa aos seus ativos no Amapá e à Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O grupo firmou um acordo de manutenção das ações, chamado de lock-up, até junho de 2030.

Em nota divulgada à imprensa, a empresa afirmou que a aquisição está “alinhada à estratégia de expansão no segmento de saneamento”, reforçando a presença da companhia no sudeste do país. No primeiro trimestre de 2026, a Copasa realizou uma séria de encontros estratégicos com prefeitos de municípios atendidos pela Companhia, cerca de 600 municípios participaram das reuniões para discutir os investimentos e a segurança jurídica da venda da empresa. Na época a presidente da Copasa, Marília Carvalho Melo, afirmou que a universalização só aconteceria com “uma parceria sólida entre a companhia e titulares dos serviços”, e que ela estava assumindo a “missão de construir esse caminho”.

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