Taxas dos DIs disparam no mercado após vitória de Lula no segundo turno
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros fecharam a segunda-feira com altas superiores a 250 pontos-base após a vitória de Lula.

As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros fecharam a segunda-feira com fortes altas na bolsa brasileira, superando 250 pontos-base em alguns vencimentos, após o resultado da eleição presidencial. O movimento ocorreu depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno.
A alta nos prêmios refletiu um ajuste em relação às baixas registradas após o primeiro turno e as preocupações de investidores com a futura política fiscal do governo. No fechamento da sessão, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu 14,8%, enquanto o contrato para janeiro de 2031 fechou em 15,185%. Durante o período da manhã, as negociações chegaram a ser paralisadas após ativos atingirem limites regulatórios de alta, levando a B3 a expandir os limites de variação.

A vitória de Lula por 51,79% a 48,21% dos votos válidos surpreendeu agentes financeiros que operavam posicionados para outro cenário. A curva de juros passou a incorporar novos prêmios, superando inclusive os patamares registrados antes do primeiro turno da votação.
Para tentar conter a volatilidade, o Tesouro Nacional cancelou leilões de títulos prefixados e indexados à inflação que estavam programados para a semana, mantendo apenas a operação com Letras Financeiras do Tesouro. Além disso, o órgão realizou recompras de títulos prefixados e indexados para mitigar o impacto da disparada nas taxas.
A precificação da curva curta também foi alterada, com o mercado reduzindo a aposta em cortes da taxa básica de juros e passando a considerar a manutenção ou eventual alta da Selic nas próximas reuniões do Banco Central.
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