Taxas do Tesouro Direto voltam a subir e prefixados superam 13% ao ano
As taxas dos títulos prefixados do Tesouro Direto voltaram a subir nesta sexta-feira (16), revertendo parte da queda registrada após o primeiro turno.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto registraram alta nesta sexta-feira (16), com os papéis prefixados superando novamente a marca de 13% ao ano. O movimento representa uma reversão parcial da queda de juros observada na semana seguinte ao primeiro turno das eleições presidenciais.
Por volta das 14h03, o Tesouro Prefixado 2032 oferecia rentabilidade de 13,04% ao ano. O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 pagava 13,05%, enquanto o Prefixado 2029 apresentava taxa de 12,86%. Na semana anterior, os mesmos papéis registravam retornos de 12,49% e 12,51%, o que representa uma alta de mais de 50 pontos-base.

A recuperação dos rendimentos ocorre após uma forte valorização dos títulos públicos impulsionada pela reação dos investidores ao resultado do primeiro turno, quando Flávio Bolsonaro (PL) ficou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Apesar da alta recente, os juros seguem abaixo dos patamares de 2 de outubro, quando o Prefixado 2032 oferecia 14,21% ao ano.
Os títulos atrelados à inflação também acompanharam a alta. O Tesouro IPCA+ 2032 oferecia rentabilidade de IPCA mais 6,83% ao ano nesta sexta-feira, acima dos 6,68% registrados no fechamento da semana anterior. Já o Tesouro IPCA+ 2040 pagava IPCA mais 6,75%, e o Tesouro IPCA+ 2050 oferecia IPCA mais 6,72%.
O cenário eleitoral segue no foco do mercado diante da proximidade do segundo turno, marcado para 25 de outubro. Pesquisas de intenção de voto divulgadas nesta sexta-feira pela CNT/MDA e pela Futura Inteligência apontam disputa acirrada entre os candidatos, mantendo a incerteza sobre a condução da política fiscal na próxima administração.
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