Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

STF avalia barrar restrição do WhatsApp pelo TSE na reta final

Ministros do Supremo sinalizam que podem derrubar eventual regra do Tribunal Superior Eleitoral que limite canais de mensagens antes do pleito.

Por Redação WebTV Brasil21/10/2026 às 18:022 min de leitura
Fonte: CNN Brasil (Leia)
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STF avalia barrar restrição do WhatsApp pelo TSE na reta final
Imagem: CNN Brasil

Uma ala do Supremo Tribunal Federal sinalizou a possibilidade de anular uma eventual decisão do Tribunal Superior Eleitoral que restrinja o funcionamento de canais de WhatsApp nas 48 horas anteriores ao segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A discussão nos bastidores da Justiça Eleitoral contempla uma regra para limitar o alcance de canais com mais de 200 mil usuários na reta final da campanha.

A proposta ainda não passou pelo plenário do tribunal, mas provocou divergências imediatas entre os integrantes da corte. O ministro Kassio Nunes Marques afirmou ser contrário a alterações nas normas perto do dia da votação. Por sua vez, o ministro André Mendonça admitiu a possibilidade de uma medida do tipo, desde que haja deliberação colegiada do plenário.

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O debate ocorre diante do uso intenso de ferramentas de mensagens pelos candidatos. O deputado federal André Janones criou um canal para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que alcançou mais de 6 milhões de seguidores. Do outro lado, parlamentares e aliados de Flávio Bolsonaro também ampliaram a atuação em grupos da plataforma para a difusão de mensagens eleitorais.

Segundo avaliação interna acompanhada pelo analista de Política da emissora, magistrados do STF interpretam que a restrição poderia afetar de forma específica canais associados à campanha adversária. Há o entendimento entre ministros de que a imposição de uma nova regra na fase final do processo eleitoral traria impactos negativos para o pleito.

As divergências entre o TSE e o STF marcaram o atual ciclo eleitoral com episódios em que o Supremo se sobrepôs a deliberações do tribunal eleitoral. Caso o TSE aprove formalmente a restrição aos canais de comunicação digital, o STF poderá ser acionado para revisar a determinação e definir o impasse institucional.

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