Domingo, 4 de outubro de 2026

Sem Eduardo Bolsonaro, direita articula candidaturas ao Senado para enfrentar dupla de Lula

O plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ocupar de três a quatro cadeiras do Senado com integrantes da família foi frustrado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à atuaçã...

Por Reprodução20/02/2026 às 18:003 min de leitura
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Sem Eduardo Bolsonaro, direita articula candidaturas ao Senado para enfrentar dupla de Lula
Imagem: Reprodução

O plano do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de ocupar de três a quatro cadeiras do Senado com integrantes da família foi frustrado pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação à atuação do filho Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos. Ele era o principal nome cotado ao Senado pela direita paulista e a saída do ex-deputado federal deixou um vácuo no partido no ano eleitoral, que terá duas vagas de senadores por estado. Eduardo, que permanece nos Estados Unidos sem previsão de retorno ao Brasil, deixou o cargo no Congresso e se aproximou do governo norte-americano, de acordo com ele, devido à perseguição do Judiciário brasileiro, principalmente do ministro do STF Alexandre de Moraes.

Assim, os partidos de direita e centro-direita passaram a redesenhar os planos para as candidaturas ao Senado em São Paulo. No estado, o apoio do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é considerado fundamental pelos pré-candidatos, que irão percorrer as cidades paulistas durante a campanha de reeleição ao lado do atual chefe do Executivo estadual. Nacionalmente, as siglas mais conservadoras almejam conquistar a maioria absoluta do Senado para aprovação de bandeiras da direita, entre elas a abertura de processo de impeachment de ministros do Supremo.

A reação do governo Lula ao movimento foi escalar os ministros mais próximos para a disputa nos estados. Em São Paulo, o presidente não descarta a possibilidade de lançar nomes de peso do primeiro escalão do governo para a disputa das duas vagas, entre eles os ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (MDB). A composição teria como objetivo formar uma chapa de oposição à reeleição de Tarcísio de Freitas e fazer frente ao movimento de ocupação do Senado pela direita.

A articulação petista acendeu o sinal de alerta na direita paulista, principalmente no PL, que ainda não definiu o nome do pré-candidato ao Senado, substituto de Eduardo Bolsonaro, que perdeu o mandato parlamentar em dezembro pela residência fixa nos Estados Unidos. O União Progressista já lançou a pré-candidatura do deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública da gestão Tarcísio de Freitas. A direita ainda tem o deputado federal Ricardo Salles (Novo), ex-ministro do governo Bolsonaro, como pré-candidato ao Senado em São Paulo.

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