Segurança pública custa bilhões, não resolve violência e vira principal desafio para eleitos
Entra eleição, sai eleição, e a sensação generalizada é que a situação só piora — e não é que falte dinheiro para o combate ao crime no Brasil: caro e ineficiente, o aparato de segurança pública nacio...

Entra eleição, sai eleição, e a sensação generalizada é que a situação só piora — e não é que falte dinheiro para o combate ao crime no Brasil: caro e ineficiente, o aparato de segurança pública nacional custa centenas de bilhões de reais por ano do bolso dos contribuintes. De acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mais recente, de 2025, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) com dados compilados até o ano anterior, as despesas com segurança pública em todas as esferas de poder somaram R$ 153 bilhões apenas em 2024, com projeção de aumento crescente para este e os próximos anos. (Esta reportagem faz parte da série Brasil Seguro, que examina erros em políticas de segurança pública e traz exemplos do que fazer para assegurar a autoridade da lei.
Confira aqui os outros textos da série.) O valor equivale a 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do mesmo período do gasto — ou quase metade dos investimentos em saúde pública, que alcançaram cerca de 3,8% do PIB em 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar disso, os cidadãos brasileiros convivem com a sensação de insegurança e de que está “tudo dominado” pela violência das facções criminosas.
E essa percepção vem sendo intensificada, conforme indicam pesquisas de opinião recentes recentes colhidas por institutos renomados — apesar da queda relevante e consistente ao longo dos anos de alguns índices criminais importantes, como o de homicídios (mortes violentas).
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