Sábado, 10 de outubro de 2026

Saúde mental nas empresas brasileiras atinge segundo maior nível de preocupação da série

Índice de preocupação com bem-estar corporativo alcançou 8,02 pontos em 2026, enquanto afastamentos pelo INSS somaram 546 mil trabalhadores no último ano.

Por Redação WebTV Brasil10/10/2026 às 15:022 min de leitura
Fonte: CNN Brasil
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook
Saúde mental nas empresas brasileiras atinge segundo maior nível de preocupação da série
Imagem: CNN Brasil

O anuário Saúde Mental das Empresas, divulgado pelo Instituto Philos Org, aponta que os grandes grupos corporativos brasileiros registraram em 2026 o segundo maior nível de atenção ao bem-estar dos funcionários desde o início da série histórica. O índice atingiu 8,02 pontos em uma escala de 16, registrando leve queda frente aos 8,19 pontos de 2025, mas mantendo patamar superior aos anos de 2023 e 2024. O levantamento baseia-se em relatos integrados produzidos pelas próprias companhias.

O setor financeiro lidera o ranking de preocupação pelo segundo ano consecutivo, com 10,8 pontos. Entre as instituições, o Banco do Brasil obteve a maior avaliação (13,78), seguido por Bradesco (13,22) e Itaú Unibanco (12,57). No recorte geral, a Renner ocupa o primeiro lugar com 14,35 pontos.

Outras empresas como Arcelor Mittal, Vibra, Petrobras, Suzano, Globo e Embraer também figuram entre as dez melhores colocadas no anuário.

Dados do INSS indicam que os transtornos mentais causaram o afastamento de 546 mil trabalhadores no ano passado, o que representa uma alta de 14,5% em relação a 2024. O custo desses afastamentos aos cofres públicos atingiu R$ 1 bilhão no início deste ano.

Paralelamente, dados da FGV Ibre mostram que a produtividade por horas trabalhadas no Brasil teve queda de 0,5% no primeiro trimestre de 2026.

Para mitigar riscos, a Norma Regulamentadora n° 1 passou a exigir, desde maio, o gerenciamento formal de riscos psicossociais. A medida obriga organizações a incluírem fatores como assédio moral, metas abusivas e jornadas excessivas no rol de riscos ocupacionais, equiparando-os aos riscos físicos e químicos.

A intenção da norma é prevenir quadros de esgotamento, como a síndrome de Burnout, que afeta a produtividade e o desempenho profissional.

Amanda Bittencourt, gerente da Care Plus Ocupacional, afirma que a nova exigência permite às empresas uma atuação preventiva sobre a organização do trabalho. Segundo a executiva, o olhar estruturado para esses riscos facilita a identificação de padrões de adoecimento antes que ocorra o esgotamento dos colaboradores.

Texto da redação a partir de reportagem de CNN Brasil
Ler na fonte

Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp

Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.

Quero receber
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook

Leia Também