Sábado, 10 de outubro de 2026

Mercado financeiro reage a resultado do 1º turno e nova composição do Congresso

O primeiro turno das eleições alterou as expectativas dos investidores e a correlação de forças políticas no Congresso Nacional para o próximo mandato.

Por Redação WebTV Brasil10/10/2026 às 03:022 min de leitura
Fonte: Money Times
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Mercado financeiro reage a resultado do 1º turno e nova composição do Congresso
Imagem: Money Times

O primeiro turno da eleição presidencial alterou as projeções para a economia brasileira e provocou uma reprecificação ampla nos mercados financeiros. Flávio Bolsonaro registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva obteve 45,16%. Os dois candidatos disputam o segundo turno marcado para o dia 25 de outubro. Levantamentos de institutos de pesquisa divulgados após o pleito indicam vantagem numérica para o senador na largada da nova etapa da disputa.

A configuração do Poder Legislativo também passou por mudanças expressivas com o resultado das urnas. O PL elegeu 121 deputados federais e conquistou 28 cadeiras no Senado Federal a partir de 2027, tornando-se a maior bancada em ambas as Casas. A nova distribuição de forças reduziu a representação de partidos de centro e ampliou a presença de legendas de direita e centro-direita, alterando o cenário de governabilidade para a próxima gestão.

Analistas e investidores passaram a incorporar a hipótese de uma alternância de poder associada a uma agenda de consolidação fiscal e reformas estruturais. Dados recentes do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo geral estava em 82,5% do PIB em julho, enquanto os juros nominais atingiram 8,67% do PIB em doze meses. O Governo Central acumulava déficit primário de R$ 94,9 bilhões até agosto, com a Dívida Pública Federal alcançando R$ 9,29 trilhões.

A reação inicial dos ativos refletiu a expectativa de maior rigor fiscal e melhores condições para a aprovação de propostas de controle de gastos no Parlamento. No entanto, especialistas apontam que o cenário externo ainda impõe desafios, com taxas de juros elevadas nos Estados Unidos e pressões inflacionárias globais. A sustentabilidade da tendência positiva nos mercados dependerá da apresentação de propostas concretas, da formação de alianças e da definição da equipe econômica pelos candidatos.

Texto da redação a partir de reportagem de Money Times
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