Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Santa Catarina quer ampliar mercado com acordo Mercosul-UE e 805 nichos mapeados para exportação

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mapeou 805 oportunidades de exportação para empresas de Santa Catarina no contexto do acordo comercial entre Mercosul e Uni...

Por Reprodução03/08/2026 às 18:003 min de leitura
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Santa Catarina quer ampliar mercado com acordo Mercosul-UE e 805 nichos mapeados para exportação
Imagem: Reprodução

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) mapeou 805 oportunidades de exportação para empresas de Santa Catarina no contexto do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, apresentadas no fórum Conexões Produtivas em Itajaí. Segundo dados oficiais de comércio exterior, 761 empresas catarinenses já vendem para o bloco europeu, em uma pauta que inclui motores elétricos, compressores, móveis, carnes e produtos de madeira. De acordo com o estudo da ApexBrasil, a maior parte dessas oportunidades está ligada à indústria de transformação, com destaque para máquinas e equipamentos, motores elétricos, compressores frigoríficos, transformadores, móveis e artigos de madeira.

O levantamento indica que esses segmentos concentram boa parte das vendas industriais catarinenses para a União Europeia, enquanto informações do governo estadual apontam carnes de frango e suínos entre os principais itens do agronegócio local direcionados ao bloco. Na avaliação da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o desenho do acordo tende a favorecer, em um primeiro momento, as empresas que já dominam as exportações. “As empresas já capacitadas a exportar terão melhores condições, o que deve levar a um aumento de quantum exportador — efeito de curto prazo”, avaliou o economista-chefe da Fiesc, Pablo Felipe Bittencourt, ao comentar os impactos iniciais do tratado.

Bittencourt destaca que a oferta europeia de redução tarifária abrange um conjunto amplo de produtos industriais brasileiros, com peso relevante de máquinas e equipamentos, alimentos processados, produtos metálicos e máquinas elétricas. Para o economista, isso cria um ambiente mais favorável para empresas que já operam nesses segmentos, porque elas passam a competir em condições tarifárias mais próximas às de fornecedores de países que tinham acordos com a União Europeia. Ele também chama atenção para um segundo efeito no lado das importações: a maior concorrência entre fornecedores de bens de capital e de tecnologia usados pela indústria catarinense.

Com a entrada gradual de máquinas, equipamentos e insumos industriais europeus em condições tarifárias mais vantajosas, Bittencourt avalia que produtos hoje importados principalmente de países como China e Estados Unidos podem enfrentar mais competição, o que tende a pressionar os custos desses investimentos no Brasil. “No curto prazo, quem já exporta tende a se beneficiar mais”, avaliou o economista-chefe da Fiesc. “Mas o acordo abre uma porta para outras empresas, desde que estruturem áreas de comércio exterior, busquem informação sobre mercados e encontrem fontes de financiamento para sustentar uma atuação contínua no mercado europeu”, acrescentou.

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