Ricardo Salles afirma que união entre PT e “PL do Valdemar” apoiou Alcolumbre no Senado
O candidato ao Senado pelo estado de São Paulo Ricardo Salles (Novo) participou do programa Café com a Gazeta do Povo desta quinta-feira (16), dentro da série de entrevistas que o jornal está realizan...

O candidato ao Senado pelo estado de São Paulo Ricardo Salles (Novo) participou do programa Café com a Gazeta do Povo desta quinta-feira (16), dentro da série de entrevistas que o jornal está realizando neste período eleitoral. Fundador do Movimento Endireita Brasil, em 2006, Salles foi ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro e um dos deputados federais mais votados do estado de São Paulo nas eleições de 2022. Ele recebeu 640,9 mil votos no último pleito, quando estava filiado ao PL.
Quatro anos depois, ele disputa uma vaga ao Senado Federal pelo partido Novo. Durante a entrevista, Salles justificou a saída do PL para o Novo por discordar do presidente nacional da sigla, Valdemar da Costa Neto, e fez críticas à escolha do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), para composição da chapa ao Senado, junto com o ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP). Favorável à abertura de processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato do Novo afirmou que houve um acordo entre PT e o PL para que Davi Alcolumbre (União) fosse eleito presidente da Casa Alta.
Aliado de Alexandre de Moraes, o senador é criticado pela oposição por não colocar em votação mais de 100 pedidos de cassação de mandato de magistrados da Suprema Corte. “Quando o PL do Valdemar se juntou com o PT do Lula para eleger o Alcolumbre e o Hugo Motta (Republicanos) na Câmara, eu, o Marcel van Hattem (Novo) e 32 deputados avisamos que isso não deveria ser feito. Quem colocou o Alcolumbre na Presidência do Senado foi a união perniciosa entre o PT e o PL do Centrão”, criticou.
Salles também afirmou que a indicação de André do Prado partiu de Costa Neto, padrinho político e aliado do presidente da Alesp, contrariando as opções preferidas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o candidato do Novo, Bolsonaro teria a preferência pelo vice-prefeito de São Paulo, coronel Ricardo Mello Araújo (PL). Na opinião de Salles, a ala do PL ligada à Costa Neto teria um posicionamento alinhado com o Centrão, apoiando partidos de outros espectros, além de ser mais flexível às pautas como o impeachment de ministros do STF.
“O André do Prado é um desses exemplos de candidaturas fantasiadas de direita e de conservadores. Às vezes até fantasiadas, como é o caso dele, de verde e amarelo, PL 22, arminha e tal. Essa turma toda não vai fazer nada contra o sistema”, acusou.
Para ele, além de eleger os candidatos da direita conservadora, o grupo político terá que vencer a disputa pela Presidência do Senado para conseguir colocar em votação a abertura de impeachment contra ministros do STF. “Os bons senadores, por sua vez, elegerão um bom presidente do Senado, não as porcarias que o PL do Valdemar indica. Assim, nós vamos ter um processo feito como deve ser feito”, defendeu.
Salles também afirmou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) errou ao manter diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. “A conversa do Flávio com o Vorcaro é errada mesmo. E eu não vou dizer aqui: 'não tem problema nenhum.
' Tem problema, sim.” Na avaliação dele, o filho do ex-presidente conversou com Vorcaro um dia antes da prisão do ex-banqueiro, quando já existiam fortes suspeitas contra o proprietário do Banco Master. “A conversa no telefone foi um dia antes de o Vorcaro ser preso, o Brasil inteiro já sabia que o Vorcaro era bandido e, mesmo assim, fez aquele telefonema”, comentou o candidato do Novo ao ser questionado sobre o caso Dark Horse.
No entanto, Salles defendeu a união da direita em apoio a Flávio, caso ele dispute o segundo turno contra a reeleição de Lula, ou mesmo em caso de uma vitória do candidato do PL no primeiro turno. “No segundo turno, todos devem se unir contra o Lula. Essa é a grande discussão.
Eventualmente, o próprio Flávio vai ter que conduzir, de uma maneira hábil, em chamar todos esses candidatos e conduzir essa aliança.” O candidato à Presidência da República do partido Novo é o ex-governador Romeu Zema (Novo), que atacou Flávio Bolsonaro logo após o vazamento do áudio enviado para Vorcaro. Para Salles, o presidenciável do Novo foi “precipitado” ao gravar um vídeo com críticas contra Flávio por influência de assessores que não simpatizam com o ex-presidente da República.
Ao fim da entrevista, Salles foi questionado se é "a favor" ou "contra" temas diversos, e foi convidado a opinar em poucas palavras sobre alguns temas. As respostas foram: A Gazeta do Povo promove, no seu canal do YouTube, uma série de entrevistas com candidatos ao Senado nos estados do Paraná e de São Paulo. São convidados todos os candidatos cujos partidos contam com representatividade mínima no Congresso Nacional.
As entrevistas têm duração de 45 minutos e são realizadas ao vivo, no horário das 9h15 às 10h, dentro do programa Café com a Gazeta do Povo.
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