Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Quem são os puxadores de votos do PL após as baixas de Eduardo Bolsonaro e Zambelli

As eleições de 2022 foram marcadas pela atuação de puxadores de votos nos maiores colégios eleitorais do país, principalmente de nomes ligados ao então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O ...

Por Reprodução20/04/2026 às 00:002 min de leitura
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Quem são os puxadores de votos do PL após as baixas de Eduardo Bolsonaro e Zambelli
Imagem: Reprodução

As eleições de 2022 foram marcadas pela atuação de puxadores de votos nos maiores colégios eleitorais do país, principalmente de nomes ligados ao então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O estado de São Paulo — o maior em número de eleitores — dominou a lista dos candidatos a deputado federal preferidos do eleitorado. Dos cinco mais votados no país, três disputaram o pleito pelo PL paulista: Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Ricardo Salles.

O trio, porém, estará fora das eleições à Câmara dos Deputados neste ano. A ausência de Salles, que recebeu 640.918 votos no último pleito, se deve à troca de partido e ao projeto eleitoral de disputar uma vaga ao Senado pelo Novo.

Os casos de Eduardo e Zambelli são mais complexos e envolvem o Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto o filho "03" de Bolsonaro, que recebeu 741.701 votos em 2022, alega perseguição política da Corte e permanece nos Estados Unidos, a ex-parlamentar foi presa na Itália.

Ela havia deixado o Brasil após condenação no Supremo por invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli foi a terceira candidata à Câmara dos Deputados mais votada do país, com 946.244 votos, atrás de Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Nikolas Ferreira (PL-MG), que ultrapassaram 1 milhão de votos.

Sem o trio, o PL de São Paulo aposta em novos nomes com fórmulas já testadas nas urnas, como a força do voto feminino, a influência das redes sociais no voto da juventude e o peso do sobrenome Bolsonaro. No sistema proporcional adotado no Brasil para as eleições de deputado federal, estadual e vereador, o candidato que recebe votação muito alta contribui para que o partido conquiste mais cadeiras no Legislativo, em razão do cálculo do quociente eleitoral. Ou seja, a vaga não depende apenas da votação individual, mas também da soma dos votos do partido.

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