Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Quem são os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do país

Santa Catarina é reconhecido como um dos estados mais conservadores do Brasil, marca que está atrelada ao peso eleitoral de pautas tradicionais, à forte votação em candidatos identificados como sendo ...

Por Reprodução22/03/2026 às 00:002 min de leitura
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Quem são os políticos que fizeram de SC o estado mais conservador do país
Imagem: Reprodução

Santa Catarina é reconhecido como um dos estados mais conservadores do Brasil, marca que está atrelada ao peso eleitoral de pautas tradicionais, à forte votação em candidatos identificados como sendo do espectro da direita, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e à presença consolidada de lideranças alinhadas a valores como família, segurança pública e economia liberal. Esse perfil da política catarinense não é fruto de uma única eleição nem de um único grupo político. Diferentes gerações de líderes construíram esse legado, impulsionadas também por características sociais, culturais e econômicas próprias do estado.

Para o analista político e pesquisador em Educação e Cultura Política da Udesc (Universidade do Estado de Santa Catarina), Daniel Pinheiro, o conservadorismo catarinense é resultado da combinação entre força econômica e valores culturais. Segundo ele, Santa Catarina desenvolveu ao longo do tempo uma percepção de dinamismo econômico próprio — industrial, empresarial e agropecuário — que alimentou o discurso de que o estado produz muito e recebe proporcionalmente menos da União. "Essa narrativa dialoga com valores de autonomia, eficiência administrativa e resistência a políticas redistributivas", avalia.

Ao mesmo tempo, ele considera que houve forte consolidação de valores sociais conservadores, influenciados por tradições comunitárias, religiosidade e herança cultural da imigração europeia. Essa base teria facilitado uma adesão mais rápida a posições de centro-direita. Pinheiro também contextualiza o fenômeno dentro de um movimento internacional de fortalecimento de pautas à direita, perceptível nos Estados Unidos, na Europa e em países da América Latina.

“É uma combinação de valores sociais e econômicos que encontrou eco na cultura do estado. Havia uma corrente política que estava adormecida e que ganhou força nos últimos anos, especialmente com o ambiente internacional e com a mobilização pelas redes sociais”, afirma.

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