Quem está na frente na disputa para governador nos maiores colégios eleitorais do Brasil
A cinco meses do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, a mais recente rodada de pesquisas da Genial/Quaest, divulgada no fim de abril, mostra um cenário heterogêneo na disput...

A cinco meses do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro, a mais recente rodada de pesquisas da Genial/Quaest, divulgada no fim de abril, mostra um cenário heterogêneo na disputa para governador nos oito maiores colégios eleitorais do Brasil. Há casos com vantagens significativas e vitória praticamente certa. Outros apontam disputas um pouco mais acirradas e sem favoritismo claro.
E ainda há os cenários em que o levantamento não consegue apontar quem está na frente, de fato, neste momento da pré-campanha. Do ponto de vista dos campos políticos, nenhum lado se sobressai como um todo. A direita, entretanto, tem disputas mais controladas no momento.
A esquerda, por sua vez, mesmo à frente em alguns estados, vem encontrando mais dificuldade para abrir vantagem e consolidar nomes nos embates. São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, por exemplo, estão tendendo para a direita, assim como o Paraná. A esquerda tem alguma vantagem no Rio Grande do Sul e em Pernambuco, mas encontra dificuldades na Bahia e no Ceará, apesar de estar à frente do comando estadual atual nesses dois estados.
Abaixo, a Gazeta do Povo sintetizou como estão as disputas para governador de acordo com as pesquisas de intenção de voto do eleitor feitas pela Genial/Quaest — as sondagens são um retrato de momento da percepção popular, e não prognóstico de resultado nas urnas. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não embarcou no plano presidencial porque via um caminho mais tranquilo na reeleição estadual. E a sondagem da Genial/Quaest mostrou que, por enquanto, essa percepção está se confirmando.
No cenário estimulado, Tarcísio chega a 38%, enquanto Fernando Haddad (PT) vai a 26%. A diferença não garante eleição no primeiro turno. Mesmo assim, caso haja um segundo turno, o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) leva vantagem: 49% contra 32%.
Mais do que a vantagem nos dois turnos, Tarcísio tem a seu favor uma rejeição menor do que a do petista no estado de São Paulo. Na pesquisa, 58% dos entrevistados disseram que conhecem e não votariam em Haddad, o que praticamente inviabiliza uma vitória do indicado de Lula (PT) — a rejeição de Tarcísio é de 38%.
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