Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Quando gaiolas de arame nas janelas eram usadas para expor bebês ao sol

Nas décadas de 1920 e 1930, famílias em Londres e nos Estados Unidos usavam estruturas de arame nas janelas para garantir sol e ar fresco aos bebês.

Por Redação WebTV Brasil05/10/2026 às 06:022 min de leitura
Fonte: CNN Brasil
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook
Quando gaiolas de arame nas janelas eram usadas para expor bebês ao sol
Imagem: CNN Brasil

Nas décadas de 1920 e 1930, moradores de grandes centros urbanos como Londres e cidades norte-americanas utilizaram estruturas de arame suspensas nas janelas de edifícios para abrigar bebês. A prática buscava solucionar a falta de espaço em apartamentos pequenos e atender a recomendações médicas da época sobre a importância da luz solar e do ar fresco para o desenvolvimento infantil.

O uso dos dispositivos seguia orientações de especialistas do período, como o pediatra norte-americano Luther Emmett Holt, que defendia os benefícios do banho de ar frio e da luz solar direta para fortalecer o sistema imunológico dos recém-nascidos. Pesquisas científicas da época apontavam que os raios ultravioleta ajudavam a prevenir doenças como a tuberculose e o raquitismo infantil, tornando a exposição ao ambiente externo uma prioridade de saúde diante da escassez de áreas verdes nas metrópoles.

A comercialização em larga escala começou em 1922, após o registro de uma patente nos Estados Unidos pela inventora Emma Read, da cidade de Spokane. O projeto consistia em uma estrutura metálica acoplada à parte externa das janelas, permitindo que a criança descansasse ao ar livre enquanto os responsáveis realizavam tarefas domésticas.

O conceito se expandiu para a Inglaterra, onde instituições como a Chelsea Open-Air Nursery School, em Londres, distribuíram os equipamentos para mães residentes em complexos habitacionais. As estruturas de ferro galvanizado possuíam telas de proteção para barrar ventos fortes e evitar quedas, recebendo ampla aceitação social durante o período.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o avanço das normas de engenharia e os novos estudos sobre segurança urbana evidenciaram os riscos de falhas estruturais e a poluição atmosférica das cidades industriais. A partir da década de 1940, com a expansão de parques públicos e a evolução da pediatria, a prática foi abandonada e hoje permanece apenas nos registros históricos.

Texto da redação a partir de reportagem de CNN Brasil
Ler na fonte

Fique por dentro das principais notícias no WhatsApp

Receba em primeira mão alertas de política, economia e TV ao vivo.

Quero receber
Compartilhar:WhatsAppTelegramXFacebook

Leia Também