Segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Quais são os impactos do ciclone-bomba que atingiu o Sul do Brasil?

Por Gazeta do Povo Lab Por Camila Abrão 08/08/2026 às 02:43 A passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul deixou um rastro de destruição em 118 municípios, resultando em uma morte e cinco feri...

Por Reprodução08/08/2026 às 06:004 min de leitura
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Quais são os impactos do ciclone-bomba que atingiu o Sul do Brasil?
Imagem: Reprodução

Por Gazeta do Povo Lab Por Camila Abrão 08/08/2026 às 02:43 A passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul deixou um rastro de destruição em 118 municípios, resultando em uma morte e cinco feridos até este sábado, 8 de agosto de 2026. O fenômeno meteorológico extremo abriu caminho para uma forte massa de ar frio que agora avança pelo país, trazendo geadas severas para a Região Sul e queda acentuada nas temperaturas em São Paulo e Rio de Janeiro. Um ciclone-bomba é um sistema de baixa pressão atmosférica que se intensifica de forma extremamente rápida, gerando tempestades severas, rajadas de vento violentas e, por vezes, granizo.

No Rio Grande do Sul, a força dos ventos foi devastadora. Em Montenegro, a queda de uma árvore sobre uma rodovia causou a morte de um motociclista. Em outras regiões, pessoas ficaram feridas por estilhaços ou acidentes com fiação elétrica.

Além das vítimas, o fenômeno atingiu mais de uma centena de cidades, provocando danos materiais em propriedades rurais e áreas urbanas. O sistema agora se afasta para o alto-mar, mas sua circulação continua influenciando o clima, funcionando como uma engrenagem que puxa o ar gelado da Antártida para o interior do continente sul-americano. Durante o avanço do ciclone, o município de Pedro Osório foi atingido por um tornado com ventos estimados em mais de 200 km/h.

Esse fenômeno ocorreu devido a uma supercélula, que é uma tempestade com forte rotação interna. Especialistas classificaram os estragos como compatíveis com as categorias F1 e F2 da escala Fujita, o que significa ventos capazes de arrancar telhados, destruir galpões e tombar veículos pesados. Imagens registradas na zona rural mostram a destruição completa de estruturas de madeira e metal.

Embora o tornado seja um evento mais localizado do que o ciclone em si, ele demonstra a instabilidade extrema da atmosfera na faixa de transição entre as massas de ar quente, que predominavam no centro do país, e a massa de ar frio que vinha subindo do Sul. A massa de ar frio que acompanha o sistema deve provocar quedas drásticas de temperatura. O Instituto Nacional de Meteorologia alerta para a formação de geadas intensas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina entre este sábado e segunda-feira.

Porto Alegre deve registrar máximas de apenas 16 °C. O frio ganha ainda mais força no início da próxima semana, com destaque para Curitiba, onde a temperatura mínima pode chegar aos 3 °C na segunda-feira, 10 de agosto, com máxima não ultrapassando os 11 °C. A geada ocorre quando a umidade do ar congela sobre as superfícies devido às temperaturas próximas de zero, o que exige cuidado redobrado de agricultores e atenção com a população vulnerável nas capitais e cidades do interior serrano.

O ar frio chegará ao Sudeste a partir de segunda-feira, mas antes disso, a ventania e a chuva já causam transtornos. No litoral paulista, Santos registrou rajadas de 109 km/h, enquanto na capital fluminense os ventos chegaram a 60 km/h. O governo do Rio de Janeiro chegou a recomendar o fechamento antecipado de atividades não essenciais e pontos turísticos devido ao risco de ventos de até 74 km/h na região da Costa Verde.

No domingo e na segunda-feira, a previsão indica chuvas isoladas e declínio de temperatura nessas áreas. Enquanto o Sul enfrenta o frio rigoroso, São Paulo e Rio de Janeiro sentirão um alívio no calor, mas com tempo instável, marcando o fim do bloqueio atmosférico de ar quente que atuava em grande parte do Sudeste e Centro-Oeste. Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo.

Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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