Terça-feira, 6 de outubro de 2026

PT falha ao tentar repetir tática de outsiders em confronto com a direita

Ex-jogador de futebol, sambista e ator global. O cardápio do PT para outsiders — pessoas associadas como sendo de fora do ambiente habitual da política — de olho nas eleições de 2026 parecia promissor...

Por Reprodução08/04/2026 às 18:003 min de leitura
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PT falha ao tentar repetir tática de outsiders em confronto com a direita
Imagem: Reprodução

Ex-jogador de futebol, sambista e ator global. O cardápio do PT para outsiders — pessoas associadas como sendo de fora do ambiente habitual da política — de olho nas eleições de 2026 parecia promissor no eixo Rio-São Paulo, mas o ano eleitoral não terá muitas novidades em relação aos candidatos de esquerda exteriores ao circuito tradicional da política. Diferente do movimento à direita, que adotou uma posição antissistema nas últimas eleições e passou a influenciar o debate político nas redes sociais, a esquerda ainda tem dificuldade em modular o discurso para os meios digitais e tentou recorrer a nomes da TV, da música e do futebol na tentativa de se aproximar do eleitorado.

O único nome petista entre os outsiders é o ator José de Abreu, cotado como pré-candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo vice-presidente nacional do PT, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá. Nome conhecido do público brasileiro pelas novelas da Rede Globo, Abreu é um antigo militante de esquerda, que coleciona polêmicas por causa da postura radical. No início de fevereiro, Quaquá elogiou Abreu nas redes sociais e deu a entender que o ator — amigo pessoal do dirigente petista — irá disputar o cargo de deputado federal pela sigla em outubro.

Em 2024, o prefeito reeleito de Maricá convidou Abreu a ocupar o cargo de diretor municipal de projetos de artes cênicas e audiovisual. Um ano antes, os dois viajaram juntos para Cuba. A tentativa de emplacar o ator televisivo como candidato a deputado federal vem depois da frustração do vice-presidente petista em lançar um dos maiores nomes da história do carnaval carioca como pré-candidato ao Senado.

O sambista Neguinho da Beija-Flor foi cortejado pelo PT durante 2025 com a pré-candidatura defendida por Quaquá para fazer oposição à reeleição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — na direita, este cenário também se alterou com o lançamento da pré-candidatura presidencial do filho do ex-presidente da República Jair Bolsonaro. Dentro do PT fluminense, havia resistência ao plano de Quaquá, pois o nome do sambista da Beija-Flor de Nilópolis poderia inviabilizar a candidatura ao Senado da ex-governadora e deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ). Com a desistência de Neguinho da Beija-Flor no início deste ano, ela deve ser a candidata petista.

Enquanto isso, a direita ainda procura um nome para substituir o ex-governador Cláudio Castro (PL), que perdeu os direitos políticos ao ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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