Terça-feira, 6 de outubro de 2026

Principal produtor nacional de ostras calcula 90% de perda na temporada

Santa Catarina concentra praticamente toda a produção de moluscos do Brasil. Municípios como Florianópolis, Palhoça, Bombinhas e Governador Celso Ramos respondem por mais de 90% da atividade e são est...

Por Reprodução22/04/2026 às 18:002 min de leitura
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Principal produtor nacional de ostras calcula 90% de perda na temporada
Imagem: Reprodução

Santa Catarina concentra praticamente toda a produção de moluscos do Brasil. Municípios como Florianópolis, Palhoça, Bombinhas e Governador Celso Ramos respondem por mais de 90% da atividade e são estratégicos para o abastecimento do mercado nacional. Neste momento, porém, o setor enfrenta uma crise sem precedentes, impulsionada pelo aumento das temperaturas.

Apenas em 2026, a estimativa é de perda de cerca de 72 milhões de ostras. Como alternativa emergencial, muitos produtores passaram a comercializar exemplares menores, fora do padrão tradicional, conhecidos como “refugo”. “Santa Catarina sempre foi a matriz da maricultura brasileira, com 97% da produção nacional de moluscos — algo em torno de 8,7 mil toneladas por ano, com valor superior a R$ 48 milhões”, afirma o secretário estadual de Pesca e Aquicultura, Fabiano Muller Silva.

A espécie predominante nos cultivos é a ostra do Pacífico (Crassostrea gigas), adaptada a águas frias e com baixa tolerância a temperaturas elevadas. No último verão, a temperatura do mar, que costuma girar em torno de 28 °C, chegou a picos de 34 °C entre janeiro e fevereiro de 2026. A elevação no termômetro provoca a queda na oxigenação da água e, consequentemente, a mortalidade em massa nas fazendas marinhas.

Diante dos prejuízos, o governo catarinense anunciou uma linha de crédito específica para o setor: serão R$ 40 milhões disponibilizados, com limite de até R$ 50 mil por produtor, sem juros e com prazo de cinco anos para pagamento.

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