Quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Presidente da Fiemg aponta riscos para a indústria com gastos públicos e reforma tributária

Flávio Roscoe cobra ajuste fiscal e previsibilidade econômica para evitar perda de competitividade das empresas brasileiras frente a concorrentes estrangeiros.

Por Redação WebTV Brasil27/10/2026 às 21:022 min de leitura
Fonte: Poder360 (Leia)
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Presidente da Fiemg aponta riscos para a indústria com gastos públicos e reforma tributária
Imagem: Poder360

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, Flávio Roscoe, afirmou nesta terça-feira que o próximo governo precisa priorizar o equilíbrio das contas públicas e a previsibilidade econômica. Segundo o dirigente, a combinação de expansão de gastos, o fim da escala 6x1 e o prazo curto para a reforma tributária cria um ambiente de incertezas para o setor industrial em um momento de juros e endividamento elevados. Roscoe pontuou que a reação do mercado após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva exige sinais claros sobre a condução da política econômica para evitar que o crescimento mais fraco em 2027 prejudique a capacidade de investimento das empresas.

O empresário, que disputou o governo mineiro pelo PL em 2026, alertou que a falta de competitividade pode favorecer concorrentes de outros países. Sobre a reforma tributária, o presidente da Fiemg criticou a demora do governo em definir pontos como a alíquota do Imposto Seletivo e do IVA dual, além das regras do cashback. Ele argumentou que a indefinição dificulta o planejamento operacional e a adaptação dos sistemas de gestão das companhias a menos de dois meses do início da implementação das mudanças.

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Em relação à redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, Roscoe afirmou que a medida elevará os custos operacionais e poderá resultar no fechamento de postos de trabalho. De acordo com o dirigente, o período de transição de 14 meses é insuficiente para que as empresas invistam em tecnologia e reorganizem processos para compensar a perda de produtividade. A entidade também destacou dados do Indicador de Impacto Normativo no Custo Brasil, que estima um aumento anual de R$ 146,9 bilhões nos custos de produção, emprego e investimento devido a atos normativos editados entre 2023 e 2025.

O levantamento aponta que a área trabalhista foi a que gerou a maior pressão negativa líquida sobre o setor, somando R$ 96,3 bilhões anuais em custos adicionais.

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